terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Portugal precisa mais de justiça célere do que aumentar o desemprego de longa duração

A União Europeia se quer tornar Portugal um país mais competitivo deve exigir uma reforma na justiça. Para tornar mais céleres as decisões judiciais. Isso sim é um entrave à competitividade e não os despedimentos. Hoje em dia quem quer despedir consegue. E o facilitismo num país onde a inveja ofusca o mérito, só serve para facilitar os job for the boys. A diferença está entre acelerar as decisões judiciais ou aumentar o desemprego de longo prazo. Parece-me não haver dúvidas.

1 comentário:

  1. António Pereira de Carvalho8 de dezembro de 2010 às 12:55

    Dois dos sintomas mais reveladores do estado de profunda degradação do Estado português são como dois "bens" essencialíssimos para uma sociedade humana, dita civilizada, se tornaram em bens de LUXO e escassos. Falo da possibilidade de se recorrer à JUSTIÇA e o TER FILHOS.

    Pior do que a morosidade, são os custos astronómicos que tal acto comporta, sonegando assim a possibilidade a milhares e milhares de pessoas e empresas de recorrerem ao paradoxalmente chamado ESTADO DE DIREITO, uma contradição nos próprios termos, para além das perversidades a que pode levar. Infelizmente, também aqui os nossos vizinhos dão-nos mais uma lição pois parece que lá o acesso à justiça é que é de facto tendencialmente gratuito.

    Quanto à questão do emprego ela tem que radicar acima de tudo no Direito Natural. Se não houver TRABALHO, como é que há empregos? Se alguém me conseguir explicar ficaria infinitamente grato!!!

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