"Espanha vai reduzir emissão de dívida em um terço no próximo ano quando comparando com o plano inicial" diz Elena Salgado
Pois é, em Espanha é assim que lidam com o problema (e estamos a falar de um país que tem os juros da dívida soberana na ordem dos 5%, inferiores aos nossos):
Para compensar a redução da emissão de dívida, o Governo venderá 30% da empresa estatal espanhola Loterias y Apuestas del Estado (empresa que gere as lotarias em Espanha). O Governo permitirá também que os aeroportos de Madrid e Barcelona sejam geridos por privados, no âmbito de um plano que possibilita aos investidores comprarem 49% do negócio de gestão dos aeroportos. Esta medida permitirá um encaixe de oito mil milhões de euros.
Vendam a CGD, a participação na Galp, EDP, ANA, TAP, vendam tudo para baixar a dívida, e depois invistam no aumento da produtividade.
No estado, entre o catatonismo e o cacofonismo, para ser simpático, em que está mergulhada a nossa vida pública há vários, largos, anos, também há anos que o digo que as pessoas em geral só vão acordar quando, todos os que dependem directa ou indirectamente do ESTADO, começarem a não receber, na data habitual, o ordenado, o subsídio, a pensão, a prestação, a comparticipação. Até lá, o descrédito é tal e as expectativas são tão baixas, que as pessoas ainda andam anestesiadas com os cêntimos que vão recebendo, não restando cabeça para mais nada. Só nessa altura é que, estou em crer, haverá mudanças a sério.
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