segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Comunicado do BCP


2010.Dezembro.13



COMUNICADO



1. A convite da Embaixada do Irão em Portugal e na sequência das múltiplas missões


empresariais portuguesas que se deslocaram àquele País, o Millennium bcp, representado pelo


seu Administrador da Área Internacional e respectivo Director, visitou Teerão, onde manteve


contactos com o Ministério das Finanças Iraniano, com a Embaixada de Portugal e com diversos


Bancos locais.


2. O Millennium bcp informou o Banco de Portugal desta visita, quer previamente, quer


posteriormente à realização da mesma, o que fez verbalmente e por escrito, enviando,


nomeadamente, o respectivo relatório. Não foi informada qualquer outra entidade oficial


Portuguesa.


3. Verificando-se interesse de diversas instituições locais no estabelecimento de relações


financeiras com o Millennium bcp, à semelhança das que parecem existir com diversas


instituições financeiras europeias, o Banco solicitou parecer escrito sobre esta possibilidade à


sua Direcção de Compliance.


4. Adicionalmente, o Millennium bcp fez diligências junto de entidades europeias e americanas


para avaliar a situação e perspectivas de evolução das sanções diplomáticas e económicas que


vigoram nas relações com o Irão.


5. Em função da posição do Banco de Portugal, do relatório de compliance e das informações


recolhidas, o Millennium bcp decidiu não desenvolver qualquer actividade com Bancos Iranianos.


6. Dessa decisão, o Millennium bcp deu conhecimento ao Sr. Embaixador do Irão em Portugal.


7. Todos os factos acima referidos estão documentados, e não existem quaisquer outros factos a


relatar. A simples ideia de partilha de informação é, naturalmente, falsa e fantasiosa.


8. O Millennium bcp não pode deixar de estranhar que o seu comportamento exemplar, na


tentativa de conciliar o interesse das missões empresariais portuguesas com as restrições


diplomáticas impostas pelas Nações Unidas ao Irão, País com o qual Portugal mantém relações


diplomáticas, mereça agora qualquer crítica com origem na imprensa estrangeira e ampliada


pelos jornais portugueses.


Lisboa, 13 de Dezembro de 2010


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