"De repente era Inverno; escurecia cedo outra vez, os vendedores de castanhas apareciam e o fumo dos pequenos assadores espalhava-se pelo ar húmido, ar de cidade à noite, quando toda a gente sabe que tem um lar e o procura". Agustina Bessa Luís
Mas também não posso deixar de pensar nos, infelizmente muitos portugueses, nossos irmãos, para quem o calor atmosférico é o "sobretudo dos pobres" e o frio, a chuva e a humidade, são um calvário de desconforto, doenças, angústias várias, num Portugal que alguma luminária junto de uma lareira resolveu dizer que era um clima temperado!!! É temperado é...
Lembro-me que há uns anos, Eduardo Prado Coelho, com quem não simpatizava particularmente, mas a quem reconhecia méritos e qualidades, escreveu sobre o tema um magistral artigo, desmitificando essa ideia que se tornou um lugar comum dizer, mas que muitas centenas de milhares de conterrâneos nossos nunca sentiram. Gostava de reler esse artigo.
Bonita, confortável e romântica descrição.
ResponderEliminarMas também não posso deixar de pensar nos, infelizmente muitos portugueses, nossos irmãos, para quem o calor atmosférico é o "sobretudo dos pobres" e o frio, a chuva e a humidade, são um calvário de desconforto, doenças, angústias várias, num Portugal que alguma luminária junto de uma lareira resolveu dizer que era um clima temperado!!! É temperado é...
Lembro-me que há uns anos, Eduardo Prado Coelho, com quem não simpatizava particularmente, mas a quem reconhecia méritos e qualidades, escreveu sobre o tema um magistral artigo, desmitificando essa ideia que se tornou um lugar comum dizer, mas que muitas centenas de milhares de conterrâneos nossos nunca sentiram. Gostava de reler esse artigo.