quinta-feira, 28 de julho de 2016

Uma questão de prazo


 


Acabo de ler no portal do Sapo as confissões de alguém que sobreviveu não obstante ter só ingerido alimentos fora do prazo.


Não estou espantado. Ainda há dias, numa tertúlia de amigos, ouvi um especialista em maturação de carne a dizer que tinha ingerido um iogurte cuja validade tinha terminado há dois anos. Sim dois anos. Disse somente que o mesmo estava só um pouco mais ácido do que é habitual, mas que era comestível! Esta é, aliás, uma boa novidade para quem tem a carteira mais apertada ou para organizações tipo "Banco Alimentar". Aliás, tudo o o que vier à rede de um esfomeado é ouro!


A lei, para todos os efeitos, obriga a que se ponha nos produtos o limite da sua validade mas o que, dependendo da natureza dos mesmo, é muito relativo.


Na continuidade da notícia em que não haveriam sanções de Bruxelas a Portugal, li que os partidos mais à esquerda ainda não estão satisfeitos. São insaciáveis. Querem, como naquele sucesso infantil do PREC, de José Barata Moura, a "papa toda"!


É normal, admito: nem todos lemos e nos contentamos com as notícias com os mesmos olhos. De facto, o copo meio vazio de uns  é, para os outros, um copo meio cheio. A percepção da realidade nunca é a mesma.


Dito isto, e porque a generosidade de Bruxelas pode causar um trauma insanável pergunto: qual é a validade da geringonça ou será que já passou e ainda teremos que a gramar?

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