José de Matos apresentou por carta ao Governo no dia 21 de Junho a demissão com efeitos a 31 de Julho. No dia 22 o Ministro das Finanças dá uma conferência de imprensa em que diz que a nova administração está concluída e deverá entrar em Julho, mas nada mais adianta. Ora é óbvio que a demissão a 21 de Junho foi uma forma de pressão ao Governo da parte de José de Matos. Legitima. Pois se estavam em gestão corrente desde Abril, que foi quando souberam que não iam ser reconduzidos, têm mais do que legitimidade para tomarem uma decisão de impor uma data para a sua saída. A administração da CGD tem estado em serviços mínimos, tem quatro administradores executivos dos quais um está doente. Obviamente que tinham de dar um murro na mesa. Ainda por cima têm sido enxovalhados pelo governo permanentemente quando este diz que agora é que vão ter uma administração profissional, eficiente, eficaz, e todo um conjunto de predicados que ofendem a administração actual que está a aguentar o barco há meses.
Ontem o e-mail enviado voltou a ser um grito de revolta, pois não se sabe se saem hoje ou no dia 31. Mas já estão feitas as despedidas.
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