terça-feira, 26 de julho de 2016

E agora... a guerra?


 


O meu coração e as minhas preces estão com Jacques Hamel, o padre auxiliar da igreja de Saint-Etienne, na Normandia, que esta terça-feira foi degolado por um apoiante do auto-proclamado Estado Islâmico. No entanto, mais do que rezar pela sua alma, e de todos os que padeceram perante a barbárie, é tempo de parar e questionar o devir: e agora... a guerra?


Não raras vezes - sublinhado ainda hoje - o meu pai argumenta: "filho, estamos em guerra. É um outro tipo de guerra". Tem razão, como também razão tinha Ortega Y Gasset quando argumentava que "somos fruto da circunstância". Do tempo do pensador espanhol ao nosso tempo as coisas são diferentes e todavia (na particularidade de cada um) mantém-se iguais. Esta Europa ferida - todos os dias os meios de comunicação nos impingem "o sangue dos outros", a barbárie, tem que reagir. Não o fazendo o calvário prolonga-se!


Não tenho uma varinha de condão. Tenho as convicções de sempre, europeístas. Ou seja, defendendo que a solução tem obrigatoriamente que passar por uma Europa Federal.


Não há outro remédio!


 


 


 

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