terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Que país este!

A PT sob a presidência de Zeinal Bava e pelas mãos de Rui Pedro Soares tentou comprar ou ter uma participação importante na TVI. Depois de uma guerra mediática entre Manuela Moura Guedes e José Sócrates.


O então presidente da comissão executiva da PT chegou a garantir na comissão de inquérito que o interesse na compra de uma participação minoritária na Media Capital era «estritamente empresarial».


Em 2010 Zeinal Bava dizia que Rui Pedro Soares entrou no negócio PT/TVI porque era o administrador «mais à mão» no dia 19 de Junho à entrada para uma reunião com a Prisa.


A Controlinveste foi a senhora que se seguiu. Os bancos (incluindo o BES) converteram créditos em capital. Logo a gestão dos jornais e da empresa sofreram alterações. O que até podia ser normal. O advogado que é o chairman da empresa é por coincidência o advogado de Sócrates, de Ricardo Salgado, entre outras. Agora surge a notícia que o Director do JN foi escolhido por Sócrates e concretizado pelo presidente da Controlinveste diz o Correio da Manhã.


Mas havia mais lugares no grupo Controlinveste em que houve tentativas de sugerir nomes dos quais não vou falar aqui porque ainda não foram notícia.


O BES financiou a compra de jornais, deu empréstimos sem qualquer racionalidade económica. Eu se for pedir 5 milhões para comprar uma casa que vale um milhão a mim ninguém me dá, mas a imprensa é uma área especial. 


Os jornalistas muito independentes e irreverentes começaram a ser mal vistos, quando não mesmo afastados. 


Não se sabe por que milagre, mas talvez este Governo, ou a troika também, tenham alguma coisa a ver com isso, mas de repente esse mundo começou a ruir. Ainda não acabou totalmente a queda, mas está nesse caminho.


Zeinal Bava já não está. Ricardo Salgado já não está. Os aliados de Ricardo Salgado no BES já não estão. Sócrates está preso. E as notícias e as escutas começam a trazer à luz do dia as ligações perigosas que estavam encapotadas. 


Este mundo era um lugar estranho. 


O mundo mudou e até às eleições ainda mudará mais. 

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