Quando dos acontecimentos de Paris eu fui na onda, e, como os demais, num quase uníssono, disse que eu também era um Charlie. Disse-o e volto a dizer: “Je suis Charlie”, como poderia ser um Cid, um Vilhena, um Vasco… até mesmo um Bordalo Pinheiro, já que sou, sempre fui, um defensor da liberdade de expressão. Porém, também sou realista, e tal como o Papa Francisco, também acho que "ninguém pode insultar a fé das outras pessoas", sobretudo se o saco ou capacidade de encaixe é terrivelmente pequena!
Vais sempre na onda...
ResponderEliminarA questão "ser Carlie", de "ir na onda" e, por extensão, defender a liberdade de expressão não deve ser comprada com a questão do bom / mau gosto, até porque a Charlie hebdo e, entre nós, as produções de José Vilhena são profundamente marcadas pelo mau gosto.Porém, pergunto, será o gosto das pessoas o que está aqui em questão? Não me parece, se não é, então o que está em jogo? Ontem, recebi via e-mail e em formato PDF o último número da revista satírica francesa. Ora, e não fugindo à regra, se a revista não fugiu à linha editorial, i.e., mantendo o ataque frontal aos islamitas e o mau gosto do costume, a que se deve o seu sucesso eleitoral? Porque será que numa tabacaria especializada em imprensa internacional situada nos Restauradores, a oferta foi muito inferior à procura, e, em França a edição de milhões de exemplares eclipsou-se em muito pouco tempo. Porque será?Não sei. Porém é indiscutível que os atentados tiveram um efeito perverso, traduzindo-se num sucesso comercial (naturalmente) impensável…!
ResponderEliminarhttp://www.publico.pt/sociedade/noticia/edicao-especial-do-charlie-hebdo-com-elevada-procura-em-portugal-1682418