quarta-feira, 4 de junho de 2014

Um banqueiro


 


 


Quando se ouve uma entrevista de Jardim Gonçalves, percebemos que banqueiros são uma espécie em vias de extinção. 


Jardim Gonçalves tem uma visão estratégica para a banca, sabe de banca como poucos, sabe o que ajuda ou prejudica uma conta de exploração, sabe qual a dimensão eficiente de um rácio de capital, tem uma visão para como deve ser a estrutura accionista de um banco, tem uma visão de mercado, sabe para onde deve ir uma instituição financeira, tem uma estratégia para o país: a estratégia da defesa dos centros de decisão nacionais.


Concorde-se ou não com as estratégias defendidas, estamos perante um verdadeiro banqueiro. Não é um bancário que ascendeu a presidente, não é um técnico, nem um político, nem um embaixador. É um banqueiro. Percebe de banca. Percebe de depósitos e crédito. Percebe de banca comercial. Percebe de investimento. Percebe de futuro. Percebe de estratégia. Percebe de inovação.


 


Saliento uma resposta que cito de memória: Quando lhe perguntaram se foram os banqueiros que provocaram a crise financeira? Respondeu, há que distinguir a banca comercial da banca de investimento. Foi a banca de investimento que provocou a crise financeira.


 


P.S. A absolvição do processo do Banco de Portugal contra o BCP deve-se única e exclusivamente ao Recurso do Banco de Portugal à decisão do Tribunal, que era favorável a Jardim Gonçalves. O Banco de Portugal recorreu da decisão do Tribunal e o processo prescreveu. Jardim Gonçalves nada teve a ver com o assunto.


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 

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