Primeiro foi Ricardo Salgado e a notícia de que teria recebido 8,5 milhões de euros de um cliente do banco (José Guilherme); depois foi a notícia que Amílcar Morais Pires, CFO do BES, estava indiciado pelo DCIAP por suspeita de ter comprado acções da EDP através de offshores disponibilizadas pela Akoya Asset Management (Monte Branco). Depois foi a vez de José Maria Ricciardi ter sido constituído arguido numa investigação do DIAP a suspeitas de inside trading na oitava fase de privatização da EDP.
Agora é a vez de Ricardo Abecassis Espírito Santo aparecer na passerelle das más notícias. Ricardo Abecassis Espírito Santo fez parte, até final de 2012, do Conselho de Administração do BESA. Segundo o Expresso, há um buraco das contas do Banco Espírito Santo Angola que se deve a créditos, que representam 80% do total da carteira, sobre os quais não há informação de quem são os beneficiários nem para que fins serviram. A decisão de conceder os empréstimos foi do empresário Álvaro Sobrinho, presidente do banco até 2012. O crédito em risco no BESA pode atingir os 5,7 mil milhões de dólares. O Estado angolano emitiu entretanto uma garantia de cinco mil milhões de dólares que permitirá, se executada, tapar grande parte do buraco financeiro. Mas a execução poderá levar o Estado a tornar-se accionista do BESA, maioritário.
Até parece que alguém anda a brincar ao romance de Agatha Christie com a família de banqueiros.
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