sexta-feira, 20 de junho de 2014

A Plebeização do Banco Espírito Santo


Ainda bem que o BES conseguiu evitar que o Estado entrasse no seu capital. A família Espírito Santo não queria de maneira nenhuma pôr o seu banco a ser mandado pelo Estado. De maneira nenhuma! Ainda bem que conseguiram evitar ser intervencionados por entidades públicas para não se repetir a perda do banco que sofreram em 1975. Parabéns!
Basta olhar para o novo Conselho de Administração (incluindo Comissão Executiva) para ver que a família Espírito Santo continua a ser dona do BES, vê-se logo.


Alberto Alves de Oliveira Pinto - Presidente substituído por Paulo Mota Pinto


Ricardo Espírito Santo Silva Salgado - Vice-Presidente substituído por Amílcar Carlos Ferreira de Morais Pires
Bruno Bernard Marie Joseph de Laage de Meux – Vice-Presidente
José Manuel Pinheiro Espírito Santo Silva substituído por Ana Rita Gomes Barosa


António José Baptista do Souto


Jorge Alberto Carvalho Martins


Aníbal da Costa Reis de Oliveira


José Maria Espírito Santo Silva Ricciardi substituído por Isabel Maria Carvalho de Almeida Bernardino


Rui Manuel Duarte Sousa da Silveira


Joaquim Aníbal Brito Freixial de Goes


Ricardo Abecassis Espírito Santo Silva sai do Conselho de Administração


João Eduardo Moura da Silva Freixa
Nuno Maria Monteiro Godinho de Matos


Pedro Mosqueira do Amaral sai do Conselho de Administração
Isabel Maria Osório de Antas Mégre de Sousa Coutinho
João de Faria Rodrigues


Marc Olivier Tristan Oppenheim


Vincent Claude Paul Pacaud


Rita Maria Lagos do Amaral Cabral


Stanislas Gerard Marie Georges Ribes


Horácio Lisboa Afonso


Pedro João Reis de Matos e Silva


Xavier Musca


 


É, antes de mais, a "plebeização" do BES! Uma verdadeira Revolução Francesa! :)


 


Ironia à parte, o BES não recorreu ao dinheiro do Estado para se recapitalizar, não emitiu CoCo´s (obrigações convertíveis em capital contingente) para o Estado subscrever, não tem o Estado no capital, mas a verdade é que acabou por perder o controlo do banco. Evitou que o Estado tivesse poder no seu Conselho de Administração mas acabou por cair nas mãos do poder do Banco de Portugal, que é uma entidade pública e tutelada pelo Ministério das Finanças. 


Nem no tempo do PREC o desmantelamento de um império familiar foi tão bem sucedido. Para quê chaimites, armas e cravos? Para quê? Há caminhos mais subtis e mais eficientes.


 


 

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