sexta-feira, 5 de julho de 2013

A violência da união e a hecatombe da separação

Duas pessoas juntarem-se é uma violência, duas pessoas separarem-se é uma violência multiplicada. Acabar um namoro, um casamento, uma amizade é de uma violência atroz. A união é uma violência, mas a separação dessa união têm uma violência multiplicada. Assim como na vida, também o é num Governo.


A  união fez a força para quase recuperar a economia do país e começar a olhar para o pós-troika em 2014, uma força que não é de desprezar. A violência com que, em meia dúzia de dias, Portugal ficou à beira de um segundo resgate, mostra o efeito multiplicador da separação. 


Duas entidades, dois partidos, assim como duas pessoas,  que se juntam, por causa da força que nasce dessa união, devem fazer tudo para evitar uma separação, que terá o efeito multiplicador na violência.


Hoje a Pimco, que há um par de meses tinha voltado à dívida portuguesa, vê como inevitável um segundo resgate a Portugal e já está a avisar os investidores de que Portugal poderá ter de deixar de pagar parte da dívida. "Para a Pacitic Investment Management (Pimco), é muito provável um aumento da resistência em Portugal a mais medidas de austeridade e, independentemente da realização de eleições antecipadas, um novo resgate financeiro ao País é praticamente inevitável". 


 O gestor do influente fundo de obrigações desaconselha a compra de dívida portuguesa, pois o prémio de risco exigido actualmente nos mercados é baixo em relação à incerteza do País.



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