Eu sei que tendo a simpatizar com os Ministros independentes dos partidos, mas neste caso julgo estar a ser imparcial. Álvaro Santos Pereira, que sai por causa das negociações Portas - Passos, foi um óptimo Ministro da Economia, concretizou reformas económicas estruturais importantes. Tais como a revolução no regime de licenciamentos industriais (no sentido da simplificação e da redução de custos), que é essencial para tornar Portugal amigo dos investidores internacionais e assim criar uma dinâmica fundamental para a reindustrialização do país que leve ao aumento das exportações. As exportações pesam já 40% do PIB. O desempenho favorável das exportações ajudou a um abrandamento da queda da actividade económica.
A tudo isto soma-se o acordo de concertação social com os parceiros sociais.
Foi recentemente publicada em Diário da República a legislação que põe termo às burocracias até agora necessárias para abrir empresas de animação turística, e que reduz até mais de 80% as taxas de turismo. Desta forma, o Governo quer facilitar e tornar mais barato o acesso à actividade turística, liberalizando o sector para cativar novos investimentos.
Criou medidas para combater o desemprego jovem e condições para o investimento em investigação e inovação. Portugal e a Alemanha assinaram, em Berlim, um acordo de cooperação para aumentar a mobilidade e o intercâmbio de jovens no emprego, estágios e formação profissional.
Desde a sua tomada de posse efectuou diversos cortes na gestão do seu Ministério, suspendendo a construção do TGV, chegou a acordo com um transporte de mercadorias de alta velocidade e, entre outras coisas, cortou direitos adquiridos e encerrou uma parte substancial da rede ferroviária nacional.
Até na famosa história da sugestão da internacionalização do pastel de nata Álvaro Santos Pereira tinha razão.
Mas pronto, não é político e não é trendy...
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