quinta-feira, 4 de julho de 2013

3 notas políticas

1|           De uma vez por todas os partidos e os movimentos (nomeadamente os sindicais) de esquerda tem que compreender que vivemos numa democracia. E neste regime há uma coisa que se chama de legitimidade democrática e conferida pelo sufrágio directo.  Há um governo de direita que é suportado por uma coligação de direita. Ponto Final!


2|           Bem sei que a jigajoga política de Portas, como já escrevi aqui, era perfeitamente desnecessária e politicamente irresponsável. Ele consegui os seus intentos embora os seus custos (políticos, sociais e económicos) ainda não sejam mesuráveis . A este respeito, e perante a fotonovela deprimente que nos ofereceu, sou levado a concordar com Filipe Anacoreta Correia, já que ele não tem condições para liderar o partido.


3|           Não obstante, e porque tudo não foi mais do que uma tempestade num copo de água, e não querendo desvalorizar os sentimentos que toldam a maioria das pessoas, as movimentações que exigem a antecipação de eleições legislativas, vulgarmente conhecida entre os socialistas por bom atómica, não tem cabimento. Por um lado, há um governo fragilizado mas com largo apoio parlamentar e, finalmente, a antecipação de eleições teriam custos adicionais absolutamente desnecessários nos tempos que correrem. Porque, e para terminar, e embora tenhamos sido colocados nesta situação por uma cambada de nabos é imprudente a vontade de Seguro e da esquerda em geral de tirar nabos do púcaro. Seria muito inconveniente!  

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