Não consigo engolir estas novas declarações do ex-director da RTP: Nuno Santos diz ter sido alvo de "saneamento político travestido de uma decisão de gestão" no caso das imagens da carga policial.
"O que temos em cima da mesa é um golpe de mão", continuou o ex-director à Comissão de Ética, que depois acrescentou: "A partir de um certo momento, tornou-se evidente que eu era uma pessoa non grata para o Governo. Porque deixava fazer informação contra o Governo? Não, apenas uma informação correcta e isenta." E deu vários exemplos de assuntos abordados "que causaram grande incómodo – o que é normal", entre os quais se contam o caso do acompanhamento da licenciatura do ministro Miguel Relvas, que provocou "grande incómodo no Governo". "Fizemos o que devíamos ter feito: tratámos com isenção."
Mas então se assim é porque não se demitiu na altura do acompanhamento da licenciatura do Miguel Relvas? Está visto que Nuno Santos não está inocente do pecado de que diz ser vítima: de aproveitamento político. Pois o que o ex-director da RTP está a fazer é um verdadeiro aproveitamento político da sua demissão.
Acho que Nuno Santos não se devia ter demitido, ainda que tivesse autorizado o visionamento das imagens em bruto da RTP à PSP. Até porque sempre me pareceu legítimo que o fizesse. E a Procuradoria veio hoje confirmar o que eu, intuitivamente, já pensava: De acordo com a Procuradoria-geral da República, o visionamento de brutos jornalísticos pela PSP foi "legítimo".
Completa de acordo.
ResponderEliminarUps ...completamente de acordo!
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