terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Com papas e bolos se enganam os tolos



 


"A ONU apresentou ao Governo e a várias autoridades uma proposta de renegociação da dívida total pública e privada e da condições do resgate da troika". 


"Dirigimos programas onde este paradigma do ajustamento já foi aplicado com resultados muito graves e onde foi preciso depois injectar capitais das Nações Unidas". 


"O que propomos é separar claramente a dívida que resulta da má gestão política dos governos locais da que é da responsabilidade das autoridades europeias"


"Falámos com todos os órgãos de soberania (...) alguns disseram que assinariam por baixo e delegariam na ONU a negociação [da dívida com a troika]"


"Não é normal que um país com o nível de endividamento e o desvio no défice orçamental que Portugal já tinha, e no meio de uma crise de dívida que o país vivia, o governador do Banco de Portugal tenha sido eleito vice-presidente do BCE"


Expresso 22 de Dezembro.


 


Como é que é possível que tenham engolido esta?


 


Bastava ler estas linhas para ver que se tratava de um autodidacta. Jamais um representante da ONU se atreveria a criticar a carreira profissional de Vítor Constâncio, por exemplo, isto é obviamente um tema típico de conversa de café. Também é óbvio que pedir para renegociar a dívida total pública e privada só pode ser opinião de um leigo. E por aí fora.  Não admira que alguns jornalistas (muitos também autodidactas) se tenham revisto nesta opinião generalista e de senso comum que este Artur Baptista da Silva expressou. 


 


É caricato olhar para esta crónica, mas ainda é mais caricato que Nicolau Santos, depois de elogiar a opinião se desminta a si próprio pedindo desculpa aos leitores por a ter emitido.





 



 


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