sexta-feira, 3 de junho de 2011

Porque é que voto?

Porque é a única forma de contribuir para uma mudança.


Eu tenho uma causa: um país em que as pessoas sentem que se forem melhores são reconhecidas pelo seu mérito. Portanto, defendo o mérito, não no ponto de partida, mas no percurso e no ponto de chegada.


Uma sociedade exigente, onde o bom gosto seja um imperativo, mas não uma sociedade fútil e preconceituosa.


Uma sociedade que faça campanha pelo amor (o que implica ética e moral).


Uma sociedade que valorize o casamento (seja ele católico ou civil) e a família (isso não tem de ser castrante, bem pelo contrário) como um bem.


Uma sociedade que cultive o gosto pelo belo, e não o gosto pelo consumismo desenfreado.


Uma sociedade onde as pessoas sintam que podem aspirar a uma evolução, não uma sociedade que castra e condiciona à partida essa evolução. Uma sociedade onde as pessoas tenham a confiança de pensarem por si próprias sem serem manipuladas pelos soundbytes difundidos pelos meios de comunicação.


Uma sociedade onde o ódio, a inveja e os preconceitos sejam repudiados e onde a vaidade seja reduzida à sua insignificância.


Um país meritocrático e produtivo, que invista no conhecimento e na inovação. Um país de economia liberal onde os privados são os produtores e detentores dos meios de produção e o Estado sirva para regular e assegurar serviços a quem não pode pagar. Esse sim é um país moderno.

5 comentários:


  1. Transcrevo: "Um país de economia liberal onde os privados são os produtores e detentores dos meios de produção...".
    Comento: Já temos, e demo-nos muito mal!

    Transcrevo: "Uma sociedade que faça campanha pelo amor (o que implica ética e moral). Uma sociedade que valorize o casamento (seja ele católico ou civil) e a família (isso não tem de ser castrante, bem pelo contrário) como um bem".
    Comento: Não temos, e também nos demos mal.

    Transcrevo: "Uma sociedade exigente, onde o bom gosto seja um imperativo, mas não uma sociedade fútil e preconceituosa".
    Comento: "Exigente", sim, em demasia. Cada um reclama para si o que não dá ao outro;
    "Bom gosto", Para quem?
    "Mas não uma sociedade fútil e preconceituosa". Tomara que fosse preconceituosa. Esta sociedade tem demasiados conceitos, e errados.

    Transcrevo: "Portanto, defendo o mérito, não no ponto de partida, mas no percurso e no ponto de chegada".

    Comento: Portanto, também defendo o mérito, mas à partida, no percurso e no ponto de chegada; qualquer que seja a partida, o percurso e a chegada. Porquê? Porque ninguém é competente para aferir méritos, e as partidas, o percurso e as chegadas dependem de factores circunstânciais.






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    1. Transcrevo: "Porque ninguém é competente para aferir méritos"
      Ai sim?
      Esse é o tipo argumento de quem não tem mérito nenhum! E é o argumento de quem não reconhece, ou se recusa a reconhecer, o mérito dos outros!

      Em relação à sua primeira intervenção: EDP, GALP, REN, PT, METRO, CP, Águas de Portugal, CGD? São para si geridas por privados?

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    2. Obrigado pelos elogios, Maria.

      Quanto a algumas dessas empresas que pergunta se não são geridas por privados, recomendo que se aconselhe melhor e que investigue melhor.

      O que ainda não se deu conta é que entregaram, absurdamente, empresas lucrativas para as mãos de privados. Transformou-se aquilo que se designa de um monopolismo de estado para o monopólio privado, asfixiando a vida dos contribuintes e dos consumidores.
      A iniciativa privada tem mérito quando não é "apadrinhada" pelos contribuintes, que é o caso nacional: quer em PPP´s quer através do assalto a tudo quanto é lucrativo e que pertencia ao estado.

      Deixo-lhe mais um exemplo para não ofender o seu mérito de avaliação. Para onde foram parar os mil milhões de euro que deveriam ter entrado nos cofres do estado no négócio da PT?

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    3. O Lucro é um dominio dos privados. O Estado deve ser meramente social.
      O Estado não é uma empresa para competir com os privados. O Estado é o árbito, não pode jogar em campo.
      A Galp, tem Murteira Nabo, A PT teve Rui Pedro Soares, A CGD é do Estado, a EDP é 30% do Estado, e eu bem sei que independencia tinha a EDP, a REN também é do Estado, a RTP, todas as empresas de transportes, etc, até na Cimpor o Estado pôs lá um socialista, a chairman. É demais! Isto só serve para lá pôr boys e para usarem a sua esfera de influência para defender o "padrinho" - governo. Veja lá se o Estado fez alguma coisa pelos preços dos combustíveis, com a sua "golden share" da Galp, para que serve isto afinal? Para dar emprego aos amigos que depois vão retribuir na altura certa. Estou farta de "maçonarias", de esquemas de uma mão lava a outra, de casos Vara e companhias. De faces ocultas. Please, as empresas são para ser geridas por EMPRESÁRIOS.

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    4. Tá bem, ficamos como diz.

      Obrigado. Só uma pequena sugestão, para falar sobre empresários é necessário saber ser-se empreendedor.
      Percebi agora que o lucro é um domínio dos privados. Agora compreendi o que pretendia dizer com a palavra mérito. O que você quer dizer é algo assim:
      Tudo o que dá lucro tem que passar para as mãos dos privados. E o estado, que é meramente social, preocupe-se em dar o lucro aos grupos económicos.
      Foi precisamente isto que eu disse:
      O problema deste país é ter um estado social que se encarrega de encher os cofres a quem não sabe ser empreendedor. É uma espécie de Rendimento Social de Inserção empresarial.
      Como o lucro é do domínio privado o estado tem que sustentar o deficit dos privados, que é o que sucede agora com o aval à banca, que é pago por todos esses que não são empresários. Não há dúvida nenhuma que a Maria acabou de revelar um inovador conceito sobre o mérito. Tem que pensar em criar um jornal onde possa demonstrar todos esses méritos.

      Conversar é fácil, mas pôr a mão na massa e fazer o pão é outra.
      Já vi que você é da corrente neoliberal fascista que tem como representante Sócrates.

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