sexta-feira, 10 de junho de 2011

O sensual filme de Olivier Assayas: Carlos

Sobre a história de Carlos, o Chacal, surge um filme sensual sobre o maior terrorista dos anos 70, ao som da música dos New Order, "Dreams Never End". Actores de várias nacionalidades pairam num habitat equilibrado. Fabuloso o actor venezuelano Edgar Ramírez, que faz de Carlos. Um filme com o romantismo da época, ao som de guitarras e música de intervenção. Filme feito por um francês sensível ao romantismo revolucionário dos latino americanos.


 


"É que "Carlos" é também um filme sobre as estratégias de sedução de um homem, sobre a sensualidade como arma para chegar ao topo"


 


 


8 comentários:

  1. Há tempos escreveste aqui que a esquerda não é romântica. Mas depois de ter lido que é "Filme feito por um francês sensível ao romantismo revolucionário dos latino americanos" penso que tenhas mudado de ideias. A não ser que tal critério seja variável conforme a região do planeta, ou seja, uns esquerdistas são românticos e outros não?
    Por outro lado, como os latinos pensam mais com o coração do que com a cabeça deve ser daí que vem esse encantador romantismo!

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Aonde é que eu escrevi que a esquerda não é romântica? Pelo contrário escrevi que a esquerda de antigamente era românica. Para mim o romantismo está inevitavelmente ligado à sensualidade, e para os latino americanos também. É isso.

      Eliminar
    2. Já foi há uns mesitos. No entanto, eu sempre achei e continuo a achar que o romantismo não tem ideologia, basta que haja coração - com cabeça, mas que exista! Por outro lado, antigamente, todos éramos mais românticos. Hoje, fruto das "circunstâncias materialistas" , somos (a maioria é) mais fúteis !

      Eliminar
  2. António Pereira de Carvalho11 de junho de 2011 às 06:21

    Segundo o que sempre li sobre o cromo, um verdadeiro TARADO, sob todos os aspectos... Uma figura demoníaca e, como todas as figuras demoníacas, sempre com a sua dose de sedução e romantismo... Só que, como dizia a minha Santa Mãe que Deus tem: "são todos muito simpáticos e cheios de graça, mas vão viver com eles e logo vêem a simpatia e graça que têm..."

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Estava a falar do filme... não do Chacal.

      Eliminar
    2. António Pereira de Carvalho13 de junho de 2011 às 11:16

      ‎"O Diabo, quando quer que acreditem nele,
      até é capaz de citar as escrituras"
      William Shakespeare
      (1564-1616)

      Sempre muito perigosa, a "confundibilidade"... Mutatis mutandis, será um pouco como "confundir" as extraordinárias e belíssimas manisfestações nazis, com os seus criadores... Se estou a ser injusto ou burro, peço desculpa.

      Eliminar