segunda-feira, 11 de abril de 2011

Quando a liberdade é imposta à força

Que raio de liberdade é esta? Que prepotência é esta a dos franceses que obrigam mulheres que querem andar de burka, a andar sem ela? No dia em que entra em vigor em França a polémica “lei da burqa”, que proíbe o uso do véu integral em espaços públicos, quatro mulheres de véu foram detidas.


 


7 comentários:

  1. E se eu sair à rua com uma coisa daquelas na cabeça para ir assaltar um banco, também estou no uso inalienável da minha liberdade, não?...

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    1. Caro AD, concordo consigo, é um perigo tremendo. Mas acho que devemos ir mais longe.

      Deve-se proibir qualquer tipo de perucas e máscaras. Acabar com o carnaval. As pessoas podem esconder bombas em malas ou mochilas, deviam ser proibidas, a partir de agora apenas malas ou mochilas transparentes.
      E roupa, se calhar seria melhor andar com roupa transparente (ou mesmo nu).

      Acabar com guarda-chuvas e bengalas (podem ser armas disfarçadas). E porque não, interrogar periodicamente as pessoas sobre as suas ideias políticas? Só para ter a certeza que não fazem nada que não devem.

      Agora a sério, a burqa deve acabar, tal como todo o machismo da nossa sociedade, o celibato religioso... Mas o caminho não pode ser a proibição. O que aconteceria se se proibisse a religião católica em Portugal? Estaria de acordo?

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    2. Para ir assaltar um banco?! Mas não é disso que se trata aqui....

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    3. Gosto da ironia do seu post. Agora não concordo que chame machismo à burka. É uma questão cultural, tem a ver com conceitos de bom e mau gosto. Para uma mulher muçulmana é de mau gosto andar exposta, deviamos respeitar isso,

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    4. Claro que não é a mesma coisa. Eu sei que a frase não é suficientemente clara, mas era uma enumeração de coisas que eu não concordo: burqa, machismo, celibato. Mas que ainda discordo mais da sua proibição, seguindo a filosofia de vida "se não faz mal a ninguém porquê proibir?"

      PS: no limite do razoável, se o homem obriga a sua mulher a cobrir a face (seja com uma burqa ou um véu católico), isso passa a ser criminoso.

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    5. É disso mesmo que se trata aqui. Os direitos individuais definem-se em abstracto. Se permitimos que as pessoas andem na rua com a cara tapada, não podemos limitar esse direito apenas às mulheres muçulmanas. Estamos a reconhecer a qualquer um o direito a andar na rua com uma burka ou outra coisa qualquer, de forma a não poder ser identificado por outros cidadãos ou através de câmaras de vigilância. Ou seja, podemos estar a facilitar a prática de determinados crimes.

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  2. Esta é uma falsa questão religiosa. O Corão não impõe a burka, nem a mutilação genital feminina, nem outras práticas bárbaras e humilhantes que algumas sociedades islâmicas impõem às mulheres.

    E do que se trata aqui é da prática de esconder o rosto. Não tenho nada contra que mulheres devotas, cristãs e muçulmanas, usem um véu ou lenço na cabeça. Nem que adolescentes de qualquer cultura ou religião usem capuzes ou carapuços. Cada um anda como quer. Mas parece-me sensato exigir que, não sendo Carnaval nem baile de máscaras, quem anda na via pública deva levar o rosto visível.

    A única dúvida que tenho é em relação à forma mais eficaz de conseguir o objectivo: proibir a burka, ou ignorá-la, esperando que a indiferença ou até o sentido do ridículo acabem com o seu uso nas sociedades ocidentais?...

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