sábado, 2 de janeiro de 2016

As personalidades de 2015

Figuras de 2015?


Diria Pedro Passos Coelho por ter Governado um país em plena troika e ter conseguido em 2015 deixar um país em crescimento, depois de uma saída limpa, com um saldo primário positivo nas contas públicas e de ter conseguido vender a TAP e concessionar as empresas de transportes tradicionalmente deficitárias, e finalmente por ter ganho as eleições legislativas em coligação com o CDS;


António Costa por ter tomado o poder através de um pacto de Varsóvia, que é como quem diz, um pacto com os partidos de esquerda (PCP e Bloco de Esquerda). Conseguiu chegar a primeiro ministro com menos votos do que o partido vencedor, e ser um governo ainda mais minoritário do que seria o governo da coligação vencedora. Instaurou uma nova ordem nacional a de que o Parlamento é que decide o Governo e abriu o caminho para o governo de partido único (o PS) para as próximas décadas.


Jorge Jesus por ter tido a coragem de bater com a porta de um Benfica ingrato e de ter aceite treinar o Sporting, e de o ter trazido às glórias de outrora. Jorge Jesus deu ao Sporting a dignidade que há muito tinha perdido; e tem a força de carácter de suportar os golpes baixos que parecem vir directamente do mundo subterrâneo, como os processos em Tribunal.


Vladimir Putin O presidente russo por ter despoletado a verdadeira caça ao Estado Islâmico. Por ser determinado e corajoso e foi o mais eficaz a bombardear, a destruir e a travar o grupo terrorista que julga que é um Estado.


Carlos Costa Depois de ter em 2014 destapado o véu sobre as contas do Grupo Espírito Santo, ter revelado a falência do grupo, ter corrido com Ricardo Salgado do BES, e ter aplicado uma medida de Resolução, decidida em Bruxelas, ao banco com quase 150 anos de História, que muitas vítimas provocou, conseguiu ser reconduzido no cargo de Governador do Banco de Portugal. Falhou na venda do Novo Banco, mas acaba a protagonizar mais uma solução de recapitalização do banco que passa por não pagar a dívida aos obrigacionistas seniores que sejam institucionais (voltam para o BES). Acaba o ano a cumprir a instrução do BCE de aplicar uma Resolução ao Banif e a vender o banco ao único candidato que se apresentou verdadeiramente a comprar os activos bons do Banif: o Santander Totta. Uma solução que provoca mais lesados. Carlos Costa ficará na História pelo Governador que mais bancos viu sucumbir. 


 


Eduardo Stock da Cunha é o presidente de um banco que tem de restituir ao Fundo de Resolução o maior encaixe possível para que as perdas para os bancos do sistema sejam as menores possiveis. Tem o desafio mais dificil de cumprir. Tornar rentável um banco de transicção que cada vez precisa mais de capital. Vender activos e melhorar a qualidade da carteira de créditos. 


 


Bruno de Carvalho  por presidir ao Sporting e o estar a pôr a caminho de ser campeão. Pode ser muito arruaceiro, inconveniente, muito provocador. Mas não está com meias tintas e não se detém no políticamente correcto.


Angela Merkel pelo seu difícil papel este ano a resolver o problema da Grécia que ficou à beira da bancarrota com o Tsipras no poder. E pelo seu tacto na resolução do problema dos refugiados da Síria.


Catarina Martins por ter levado o seu partido BE a ter a maior votação de sempre (não é um feito que me agrade, confesso. O BE é o meu partido desfavorito porque é um partido com uma filosofia de que não gosto, um partido sem grande ideologia política, foi criado para que a esquerda urbana se pudesse rever nalgum partido).


Maria Luís Albuquerque pela saída limpa; pela diplomacia com que lidou com a troika, e pelo bom senso com que representou Portugal junto das instâncias europeias conseguindo algumas vezes cedências que foram importantes no contexto. Pela coragem de avançar com a privatização da TAP mesmo sob uma chuva de críticas e ataques pessoais. Infelizmente não conseguiu resolver a venda do Novo Banco, nem resolver o Banif em tempo útil. São os seus dois calcanhares de Aquilles.


A banca foi o sector mais dificil de gerir. A CGD nunca conseguiu gerar capital suficiente para pagar os 900 milhões em Coco´s e agora é um banco com um problema de capital (determinado pelo BCE) por resolver. 


Sergio Monteiro pelas suas qualidades como negociador. Enquanto vendedor, Sérgio Monteiro foi responsável por grandes operações, como a venda da ANA – Aeroportos de Portugal, no final de 2012, aos franceses da Vinci, e a alienação em bolsa dos CTT, um ano depois. Mas foi em 2015 que os processos de venda e concessão de serviços públicos a privados aceleraram com as privatizações da TAP, CP Carga, e Emef e os concursos e adjudicações da Metro e Carris, em Lisboa, e do Metro do Porto e STCP, no Porto. O Secretário de Estado dos Transportes foi um forte membro da equipe de Maria Luís Albuquerque.


Marine Le Pen  A presidente da Frente Nacional, a nova líder da direita radical, acabou a primeira volta das eleições regionais em primeiro lugar. Acabou por, na segunda volta, não ficar à frente em qualquer região, mas apenas porque os socialistas sacrificaram os seus votos e deram-nos aos seus rivais Republicanos para derrotar a FN. Mesmo assim, Marine Le Pen e o seu estratega e n.º 2 do partido, Florian Philippot, arrecadaram a maior votação de sempre na segunda volta. 


Dom Manuel Clemente Escolhido pelo Vaticano (foi anunciado pelo Papa Francisco) para Cardeal Patriarca de Lisboa em Janeiro do ano passado, o actualmente D. Manuel III é, há quem diga um forte candidato a Papa.


Em Abril o papa Francisco nomeou o cardeal-patriarca de Lisboa, Manuel Clemente, para a Congregação do Clero e como membro do Conselho para as Comunicações Sociais.

1 comentário:

  1. Concordo com a escolha de todas essas personalidades em 2015, mas não posso deixar de fazer um reparo especial à escolha do Jorge Jesus: quer se goste quer não, é um excelente treinador e o que está a fazer no Sporting, depois de um Verão intenso e de estar numa equipa nova, é de se lhe tirar o chapéu.

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