O Banco Espírito Santo emitiu hoje dívida subordinada de 750 milhões de euros. Em comunicado, o BES explica que "a operação, colocada junto de cerca de 300 investidores (mais de 95% são estrangeiros), tem maturidade de 10 anos e “opção de reembolso antecipado no 5.º ano, com um cupão de 7,125%”.
Pergunta quase pertinente: Será que os juros pagos aos investidores já reflectem o risco da sucessão de Ricardo Salgado prevista para daqui a três anos?
Voltando à vaca fria: Esta é uma emissão Tier II, portanto reforma o rácio de solvabilidade no todo, mas não o Core Capital.
Com isto o banco pretende reforçar os rácios de capital, e deverá aumentar o rácio de solvabilidade total do BES, que em Setembro estava em 11,1%, para 12,3%. "No contexto dos novos requisitos de capital estabelecidos na CRD IV/CRR, esta transação representa um novo passo na estratégia do Banco de reforçar os seus rácios de solvabilidade, ao mesmo tempo que diversifica a sua base de capital e financiamento".
Entre os subscritores destacam-se as presenças de investidores dos EUA (14%), da França e de Inglaterra que somam 50% do bolo total.
O BES é sempre o pioneiro do sistema nacional a emitir dívida, devem isso a Amílcar Morais Pires.
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