segunda-feira, 1 de julho de 2013

Uma carta que não nos deixa sossegados

A categoria desta carta revela a qualidade de um Ministro que se rende perante a incapacidade de governar este país. 


 


"Numa crise de financiamento externo, estou convencido que um país devedor, em crise tem inicialmente de dar prioridade à restauração da relação fiduciária com os credores oficiais e privados" (...) "aquando do início do mandato do actual Governo, a confiança dos nossos credores necessitava de ser recuperada com urgência, tal era a gravidade da nossa situação; hoje, estou confiante, que o esforço deve ser dirigido à preservação dessa confiança, face aos resultados alcançados" (...)


"o sétimo exame regular está oficialmente concluído. A extensão dos prazos dos empréstimos oficiais europeus está formalmente confirmada. O orçamento rectificativo está aprovado. As condições de financiamento do Tesouro e da economia portuguesa melhoraram significativamente"


(...) "a ausência de um mandato para concluir atempadamente o sétimo exame regular, não me permite agora continuar a liderar  equipe que conduz as negociações com o objectivo de melhor proteger os interesses de Portugal" 


P.S. porque é que esta frase não me deixa descansada?


 


Vítor Gaspar, a âncora deste Governo, demite-se porque não há coesão neste país para se realizarem as reformas necessárias. Nunca há. Este não é um país que tenha a coesão no seu ADN. Tudo se rebate, tudo se desacredita, tudo se combate, tudo se critica, tudo se trava e impede. Não se governa, nem se deixa governar.

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