quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Somos uma sociedade de pacíficos revoltados

“É um fenómeno curioso:


O pais ergue-se indignado, moureja o dia
inteiro indignado, come, bebe e diverte-se
indignado, mas não passa disto.


Falta-lhe o romantismo cívico da agressão.


Somos, socialmente uma colectividade
pacífica de revoltados”




Miguel Torga


 

6 comentários:

  1. António Pereira de Carvalho3 de outubro de 2012 às 17:05

    INTEMPORALIDADE DOS SÁBIOS!!!

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  2. António Pereira de Carvalho3 de outubro de 2012 às 17:08

    “De alguma coisa me hão-de valer as cicatrizes de defensor incansável do amor, da verdade e da liberdade, a tríade bendita que justifica a passagem de qualquer homem por este mundo.”
    (Diário, Coimbra, 9 de Dezembro de 1993)
    Miguel Torga
    (12.8.1907 - 17.1.1995)

    "Um dos meus sete pecados mortais: a sede de amor absoluto que me devora."
    Miguel Torga
    (12.8.1907 - 17.1.1995)

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  3. Obrigado por citares Torga (ou se quiserem Adolfo Correia da Rocha), que para mim foi o maior escritor português do século XX.

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  4. António Pereira de Carvalho5 de outubro de 2012 às 12:54

    “Chaves, 30 de Agosto de 1990 – É escusado teimar. A ser banal, a dizer banalidades e a pensar banalidades é que o português é português.”
    Diário XVI, página 28
    Miguel Torga
    (12.8.1907 - 17.1.1995)

    Custa-me sempre, só lembrar-me, desta citação e muito mais citá-la, mas...

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  5. António Pereira de Carvalho5 de outubro de 2012 às 12:55

    “Coimbra, 28 de Novembro de 1990 – Bem luto. Mas nada consigo. A hora é dos felizes que, acomodados no conforto de qualquer manjedoira, nem sequer têm má consciência da sua má consciência.”
    Diário XVI, página 42
    Miguel Torga
    (12.8.1907 - 17.1.1995)

    1990!!! Magistral antevisão e actualidade sem par!!!

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  6. António Pereira de Carvalho5 de outubro de 2012 às 12:57

    “A olhar a mentira dos salões esquecemos a verdade das celas.”
    Miguel Torga
    (12.8.1907 - 17.1.1995)

    Agora não são as celas mas as "pequenas igrejas domésticas" com o seu infinito rol de dificuldades e privações...

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