Etimologicamente a expressão “costas quentes” refere a alguém que, por as mais diversas razões, “está bem protegido” como podemos aferir, por exemplo na seguinte expressão: “Meu primo vive aprontando no bairro, só não foi preso porque tem costas quentes”. No actual cenário de crise em que vivemos também há (algumas) pessoas que têm as suas costas quentes. Não é o meu caso, nem o da maioria dos portugueses!
A crise é profunda e as medidas que o governo tem implantado para reverter a situação são verdadeiras pauladas no nosso dorso. Porém, ao contrário do que seria de prever, estas fortes pancadas não tem infelizmente a capacidade de as aquecer, já que continuam geladas! Esta é aliás a maior contradição das medidas anunciadas pelo executivo. Já que, ao invés de iniciativas que levem ao crescimento económico, estas tornam-nos “em toupeiras do nosso devir”! Porque, em vez de reacenderem a luz no fundo do túnel levam-nos a “sepultar o futuro”!
Muito bem apanhado. Concordo com este jogo de palavras. As minhas costas estão frias mesmo com o calor que se faz sentir!
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