quinta-feira, 9 de junho de 2011

Esse balão cheio de nada que se chama Bloco de Esquerda

Li o artigo do Daniel Oliveira no Expresso.


Um partido que nasce de uma campanha pela morte (nasceu com o chumbo pelos portugueses, no primeiro referendo, à despenalização do aborto) é um partido condenado à morte.


Um partido que nasce para defender aborto e homossexualidade tem os dias contados. A agora que já morrem mais crianças (em abortos provocados) do que nascem e agora que a legislação já instituiu a regra da homossexualidade, o BE deixa de ter razão de existir. Ainda podia ter o canto do cisne na luta futura pela adopção por homossexuais (pobres crianças pobres), mas como o PS com Sócrates incorporou os interesses (e as pessoas) desse seu lobby, já o BE ficou sem nada que o distinguisse.


 


Lembrei-me de um filme: Conspiracy, de 2001. Um filme que retrata a Wannsee Conference a reunião dos generais Nazis que decidiu o extermínio dos judeus. A certa altura um dos presentes, cépticos em relação aquela assustadora decisão, conta a história de um homem que odiava o pai, que sempre o tinha tratado mal e amava a mãe. No dia em que mãe morreu, estranhamente, não conseguiu chorar, mas ao contrário do que esperava, no dia em que o seu pai morreu, chorou convulsivamente sem conseguir parar. Moral da história com a morte da mãe, tinha perdido uma pessoa amada, com a morte do pai morreu a sua razão de viver: o ódio ao pai. Isto para exemplificar que fazer do extermínio dos judeus uma causa iria inevitavelmente desembocar num vazio.

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