segunda-feira, 30 de maio de 2011

Espartaco

Ando a ver esta nova série da Fox, «Espartacus». Não é especialmente boa, nem especialmente má e é suficientemente fiel à documentação histórica sobre essa outra profissão mais antiga do mundo: o gladiador (que tanto origina em guerreiros mercenários como desemboca em jogadores de futebol).


A violência é estética qb (o sangue é jorrado num efeito propositadamente fictício) de modo a que não seja necessário que o telespectador feche os olhos durante os combates, e se o sexo é bastante realista será porque já ninguém se importa com a explicitude. De qualquer forma aconselha-se viewer discretion. Confesso que o que me levou a ver o primeiro episódio foi a perfeição simétrica da cara do actor que anda por aí nos placards de rua, com muito mais appeal que o gladiador original Kirk Douglas, no entanto, depois de filmado, vê-se que não tem a mesma potência esteroide de Douglas.


A receita de Hollywood para nos identificarmos com prostitutas ou gladiadores é sempre a mesma: são obrigados a aderir à velha profissão para alimentar os filhos ou salvar amados, de qualquer modo uma boa dose de violência estaminal faz-me sempre bem para sair da apatia de domingo à noite e enfrentar a arena da semana de trabalho. Por outro lado continua a ser simpático ver homens desviarem-se com destreza de uma matraca de ferro com picos só pelo amor de uma mulher, sobretudo porque hoje dificilmente nos emprestam um chapéu-de-chuva. E depois há todas as outras personagens e situações cujo protótipo ainda vigora, os que têm sede de poder, os manipuladores, os que promovem uma gestão danosa para viver na aparência de riqueza, etc.


 

4 comentários:

  1. Romântica a nova colaboradora do Farpas...
    "Por outro lado continua a ser simpático ver homens desviarem-se com destreza de uma matraca de ferro com picos só pelo amor de uma mulher" ... muito Errol Flyn

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