Mais do mesmo: Sócrates expôs as boas políticas do seu governo: tudo o que de bom aconteceu é seu mérito, tudo o que de mau aconteceu nos últimos anos é culpa da crise internacional (António Costa confrontou-o e bem com o facto de Portugal ser o único país da Europa em recessão); Sócrates esforçou-se imenso por não transformar uma intervenção séria num vulgar comício político, mas não conseguiu; Sócrates insurgiu-se contra as perguntas do Director do Jornal e pediu que viessem perguntas da plateia; Mas a pergunta que veio não lhe agradou e partiu para uma autêntica peixeirada: A única pergunta da plateia começa com uma introdução crítica: "as suas palavras não correspondem aos actos [foi aplaudido] e apesar das boas políticas da inovação, das energias, do simplex, a verdade é que as empresas estão hoje no nível mais baixo da competitividade, como é que espera resolver este problema num novo governo". Sócrates não gostou.
Passos Coelho é bom, tem o mérito do conhecimento e da sinceridade, é consciente, sensato, simpático, tem força de vontade. Pode vir a ser o novo Sá Carneiro do PSD.
Precisamente porque é bom, mas não cumpre os requisitos da futilidade que caracteriza a nossa elite (as pessoas ditas de direita) é criticado e enxovalhado gratuitamente.
O pior do PSD é a entourage.
O Paulo Portas lá admitiu que estava a correr por uma fatia generosa de votos para ter voz num Governo de coligação, e não para líder de um governo de direita. Quando se assumia como candidato a primeiro-ministro, portanto a líder do partido mais votado, estava a incorrer no erro que aponta facilmente aos adversários: irrealismo.
Paulo Portas (há que dizê-lo) é melhor do que o seu eleitorado.
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