Ando a ver esta nova série da Fox, «Espartacus». Não é especialmente boa, nem especialmente má e é suficientemente fiel à documentação histórica sobre essa outra profissão mais antiga do mundo: o gladiador (que tanto origina em guerreiros mercenários como desemboca em jogadores de futebol).
A violência é estética qb (o sangue é jorrado num efeito propositadamente fictício) de modo a que não seja necessário que o telespectador feche os olhos durante os combates, e se o sexo é bastante realista será porque já ninguém se importa com a explicitude. De qualquer forma aconselha-se viewer discretion. Confesso que o que me levou a ver o primeiro episódio foi a perfeição simétrica da cara do actor que anda por aí nos placards de rua, com muito mais appeal que o gladiador original Kirk Douglas, no entanto, depois de filmado, vê-se que não tem a mesma potência esteroide de Douglas.
A receita de Hollywood para nos identificarmos com prostitutas ou gladiadores é sempre a mesma: são obrigados a aderir à velha profissão para alimentar os filhos ou salvar amados, de qualquer modo uma boa dose de violência estaminal faz-me sempre bem para sair da apatia de domingo à noite e enfrentar a arena da semana de trabalho. Por outro lado continua a ser simpático ver homens desviarem-se com destreza de uma matraca de ferro com picos só pelo amor de uma mulher, sobretudo porque hoje dificilmente nos emprestam um chapéu-de-chuva. E depois há todas as outras personagens e situações cujo protótipo ainda vigora, os que têm sede de poder, os manipuladores, os que promovem uma gestão danosa para viver na aparência de riqueza, etc.
Romântica a nova colaboradora do Farpas...
ResponderEliminar"Por outro lado continua a ser simpático ver homens desviarem-se com destreza de uma matraca de ferro com picos só pelo amor de uma mulher" ... muito Errol Flyn
É!!?? Talvez. Muito Stuart Granger também, etc.
EliminarJoana! Welcome! Bjs
ResponderEliminarMuito bem Joana. Gosto muito deste post.
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