sexta-feira, 6 de maio de 2011

Ainda a procissão vai no adro

Ficou tudo muito aliviado com as medidas da troika, muito incisivas e muito boas. Provavelmente esta é a última oportunidade de Portugal sair do marasmo. O próximo passo, acreditem é a saída do Euro. Vejam o que está hoje a Grécia a decidir.


Mas os entraves às reformas estruturais em Portugal estão cá todos. Agora é que se vão ver as forças de bloqueio do país, as que vão fazer guerra às medidas da troika. Em Portugal há pessoas que preferem que o país vá para a bancarrota a perder os seus benefícios e poderes.


Hoje numa conferência de banqueiros, já comecei a ouvir pessoas, nas conversas de corredor, a dizer que afinal a CGD não tinha de vender os seus 1% da Galp, porque eram acções que tinham direitos especiais mas não era uma golden share, apesar de ontem a troika e o Ministro das Finanças terem exigido que acabassem as acções com direitos especiais. Já ouvi pessoas a falar da importância dessas acções para equilibrar a estrutura accionista da Galp (ou seja para travar que os estrangeiros comprem a empresa). Apesar de ontem o Ministro ter dito que o interesse nacional ia passar a ser defendido pela regulação. Já ouvi dizer que não era garantido que a CGD tivesse de vender os 9,6% da Cimpor (aquela tranche usada para desenhar estruturas accionistas de um empresa privada).


Hoje já vinha esta notícia da EDP, onde António Mexia se defende das medidas da troika...


 Vão agora começar as interpretações jurídicas das medidas da troika, e assim vão começar a surgir as dificuldades de implementação das medidas, com os argumentos de que afinal não se pode quebrar este contrato, não se pode mexer aqui, nem ali.


 


É por isso que é preciso um governante que não ceda ao poderes instalados. E esse, já se viu, não é o Sócrates

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