segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Quem se mete com um terrorista... (como é que raio se escreve Khaddafi?)

 


 


Eis o que acontece: 


Força Aérea da Líbia bombardeia bairros da capital para reprimir manifestações


Aí está o ínicio de uma guerra civil, mas alguém achava que se podia meter com Khaddafi? O chefe de estado da Líbia não tem a sensatez ocidentalizada de Hosni Mubarak, nem a fragilidade de Ben Ali (Tunisia), ou de Ali Abdullah Saleh, presidente do Iémen, nem a diplomacia do rei Hamad ben Issa Al Khalifa, do Bahrein, que libertou prisioneiros terroristas xiitas, para iniciar o diálogo com a oposição. Muammar Abu Minyar al-Khaddafi, é ele próprio, um ex-terrorista.


Pelo que não desistirá de ser presidente por causa de manifs. Khaddafi já chegou a ser vítima de um atentado, numa tentativa de golpe de Estado fracassado. Não vai baixar as armas. Se for preciso bombardeia tudo. Aliás o seu filho, Saif al-Islam Khaddafi já veio dizer: "Lutaremos até ao último homem e até à última mulher. Não deixaremos a Líbia para italianos e turcos". O filho do coronel líbio acusa mesmo o Egipto de ter sido alvo de uma "conspiração" organizada por vários pequenos estados islâmicos vizinhos.


 


Khaddafi está no governo desde 1 de Setembro de 1969 (antes de eu nascer). Nacionalizou a indústria do petróleo e converteu-se no primeiro representante do pan-islamismo. Nas décadas de 1970 e 1980 apoiou diversos grupos islâmicos de libertação nacional no Terceiro Mundo (e por isso inspirou filmes do 007).


Em 1992 e 1993, a ONU impôs sérias sanções à Líbia acusando seu líder de financiar o terrorismo pelo mundo (que acabaram por ser suspensas em 1999). Mas em Maio de 2006 saiu da lista negra dos embargos económicos dos EUA pela iniciativa do presidente liíbio em 2003 de desistir de programas de armas de destruição em massa e colaborar com o combate ao terrorismo, eixo da política externa americana.


 


Este post foi publicado em simultâneo no Corta-Fitas


 


1 comentário: