sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Memória do Tempo

Três anos da minha vida foram passados no norte alentejano, em Portalegre. As recordações são boas. Únicas!


Esta é, sem dúvida alguma, uma das cidades mais bonitas do nosso país.


Aproveito o ensejo para recordar aqui a “Toada de Portalegre[1]” com que José Régio[2] cantou a cidade que tomou como sua e que, durante este período, (também) foi minha:


 


“Em Portalegre, cidade
Do Alto Alentejo, cercada
De serras, ventos, penhascos, oliveiras e sobreiros
Morei numa casa velha,
À qual quis como se fora
Feita para eu Morar nela...


[…]


Em Portalegre, cidade
Do Alto Alentejo, cercada
De montes e de oliveiras
Ao vento suão queimada
( Lá vem o vento suão!,
Que enche o sono de pavores,
Faz febre, esfarela os ossos,
E atira aos desesperados
A corda com que se enforcam
Na trave de algum desvão...)
Em Portalegre, dizia,
Cidade onde então sofria
Coisas que terei pudor
De contar seja a quem fôr,
Na tal casa tosca e bela
À qual quis como se fora
Feita para eu morar nela,
Tinha, então,
Por única diversão,
Uma pequena varanda
Diante de uma janela


[...]“


 


Faz tempo, muito tempo, que não vou a Portalegre.


Tenho urgentemente que agendar um regresso ao Alto Alentejo, a Portalegre!


 



 



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