terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Custa, pois custa! C’est la vie!

Para o bem ou para o mal sou formado em Relações Internacionais. Com isto quero dizer que a nossa percepção da realidade não é idêntica à do comum dos mortais, pelo que por água na fervura ajuda necessariamente a esclarecer as coisas.


Não quero com isto parecer ser um moralista, nem, tampouco, defender que só há uma visão das coisas. No entanto, no menu dos políticos, há cobras que, muito que lhes custe, tem que ser comidas!


No jornal de esquerda francês Libération eles dão destaque ao apertar da mão de Nicolas Sarkozy ao ditador líbio kadhafi como se fosse um acto criminoso. O mesmíssimo argumento poderia eu aplicar ao  post satírico da Maria Teixeira Alves, de ontem, quando escreveu que: “O lendário Kadhafi terá fugido da Líbia rumo ao país do seu amigo Chavez. Se tiver oportunidade de trazer uns camelos e areia ainda pode acabar por se alojar numa tenda em São Bento, junto do seu outro compincha, José Sócrates”. Porque, se é certo que tanto o político francês e o engenheiro, no seu íntimo, tenham aversão ao ditador, o interesse nacional, i.e., transfigurado na obrigação de se deglutir répteis, dita a regra! E em política exigem-se “estômagos de aço”. Até porque a Líbia de Kadhafi e a Venezuela de Chaves são, regras da geopolítica do petróleo, produtores do ouro negro. Por outro lado, estou também convencido que uma alternância no poder o mais democrático que for possível e dirigido por pessoas “mentalmente” estáveis é para estes dois países com interesses e/ou localizados na área de influência mediterrânea ideal. Mesmo que saibamos de antemão que politicamente falando o bom é inimigo do óptimo.


Concluindo: “C’ est la vie!”


 


      


 

P.S - A minha objecção é um mero exercício analítico, ou seja, de tentar compreender as relações políticas e diplomáticas num campo estritamente teórico. Até porque eu, como a MTA e os jornalistas franceses, também considero o ditador líbio um sujeito abjecto cuja memória deveria estar - onde seguramente estão as dos outros ditadores facínoras  - nas páginas mais negras da História da Humanidade. Mas a vida é mesmo assim! E na política todos os gatos são pardos!

2 comentários:

  1. Eu? Fala por ti...eu não olho para ninguém como "sujeito abjecto". Aliás não tenho por ninguém que não conheça nenhum sentimento, nem mesmo negativo. Excepto pelo Berardo... quando fala na televisão. Eh!eh!eh!

    De resto, sou uma mera Observadora imparcial... that´s the way it is.

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    1. 1|Babe não estejas assim. E acho fantástico que não consideres os gajos - os 2 como sujeitos abjectos - eu tive que ir ao dicionário par encontrar uma palavra cara que me referir aos dois Senhores abjectos - assim está melhor: "Senhores abjectos" em vez de "sujeitos abjectos".
      2|Eu também sou imparcial em relação a pessoas não abjectas.
      3| that´s the way it is and have and good night, babe.

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