quinta-feira, 28 de outubro de 2010

E depois do "quase" adeus..

E depois das sondagens (Marktest/Diário Económico) que dão o PSD quase com maioria absoluta: 42%, eis que a disponibilidade de Sócrates para negociar o orçamento é outra:


 









"Lamento que as negociações entre o Governo e o PSD não tenham sido concluídas com um acordo. Mas a verdade é que as posições aproximaram-se. É preciso um esforço e o Governo não deixará de fazer este esforço", prometeu o primeiro-ministro.

1 comentário:

  1. António Pereira de Carvalho28 de outubro de 2010 às 14:11

    Infelizmente penso que Vasco Pulido Valente e Miguel Veiga explicam e vão ao cerne do problema central. Não há massa crítica. Então em democracia, mais difícil será gerar gente capaz em número e em qualidade para as necessidades dum Estado cada vez mais complexo.


    “A elite local envergonhava a República Dominicana”.

    Diário de Notícias, 28 de Janeiro de 2001 (FAZ DE CONTA “Guia de Portugal”)
    Vasco Pulido Valente


    “Temos pouca gente decente em Portugal.”

    Jornal de Negócios, sexta-feira, 27.8.2010
    Weekend, págs. 4 a 11
    Entrevista a Anabela Mota Ribeiro
    Miguel Veiga

    “... Era um homem com referências éticas, um homem limpo, decente. Tenho andado a trabalhar num conceito que é desconhecido em Portugal, ou pelo menos pouco praticado: a decência.” Explique lá isso. “É a tradução em calão português do maior conceito de cidadania anglo-saxónico, decency. Não vamos entrar no reino das nuvens, das grandes frases e da retórica. Uma das primeiras manifestações da decency é o trabalho competente. Aqui, quando se fala num tipo decente, é um tipo que lava as mãos ou outra coisa no bidé todos os dias. Um conceito de higiene física. Temos pouca gente decente em Portugal. É um dos falhanços do 25 de Abril, que trouxe tantas coisas, mas que nunca conseguiu criar um conceito de cidadania e de decência para a generalidade das pessoas. ...”

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