Sempre estranhei o regicídio. Quem eram estes portugueses que conseguiram matar um Rei? Que se mobilizaram para implementar uma República? Não reconheço estes portugueses nos portugueses de hoje. Hoje os portugueses são amorfos para tudo. Aceitam tudo de rabo entre as pernas e depois vingam-se em intrigas nos cafés.
Aqueles portugueses de 1910 eram portugueses criados numa monarquia, deve ser por isso.
Claro que eu sei que eram maçons. Mas hoje a maçonaria (de que eu não gosto), ainda assim só serve para perpectuar poderzinhos individuais. Serve para arranjar tachos aos amigos. Serve de plataforma de promoção social para uns deslumbrados.
Se Portugal estava mal com a Monarquia, não me parece que passado 100 anos de ser uma Republica, tenha levado o país ao desenvolvimento que os a malta de 1910 apregoava.
ResponderEliminarRepublica para quê, é que olhando-se para as actuais monarquias, estas até tem mais estabilidade política.
Nem a propósito, assisti quase ao fim d’ “O Segredo de Miguel Zuzarte” que passou na RTP, baseado no romance de Mário Ventura, que no fundo resume o impacto da implantação da República em Portugal ao fim de 100 anos.
ResponderEliminarPasso a transcrever o resumo retirado do próprio site da RTP: “Numa aldeia perdida do Alentejo, onde o comboio é a única ligação com o mundo e com a política da capital, a vida corre vagarosa. A notícia da implantação da República é divulgada através do telégrafo, mas nesta vila alentejana o telegrafista é um monárquico convicto que esconde de todos a mensagem que recebeu. Durante dias o povo estranha a ausência do comboio e o telegrafista tudo faz para encobrir a notícia não divulgada. O comboio voltará à vila e o impacto do fim da monarquia não é o que se poderia imaginar.”
De facto, não teve e continua a não ter o impacto que se poderia imaginar, mas o comportamento daquela população replica-se pela sociedade portuguesa, continuamente imutável, pois que, quando o comboio finalmente chegou à aldeia, pejado de republicanos a anunciar a boa nova, a população dizia com euforia: viva o comboio!, tal como quando, após o 25 de Abril de 75 o povo disse: viva a liberdade!
Correcção "25 de Abril de 75", obviamente era 74.
EliminarAnyway, detesto gralhas!
Bom post, infelizmente não vi a série da RTP.
Eliminar