domingo, 17 de outubro de 2010

Se isto continua assim, quem precisa do FMI sou eu...

As últimas notícias dão conta que, como as deduções e benefícios diminuem, os salários líquidos irão baixar já em Janeiro, reflectindo maiores montantes de retenção na fonte. Ou seja, vão reter mais e mais rápido, pois em vez de ser em 2012 como é normal, antecipam para Janeiro de 2011. Nem sequer dão tempo às pessoas para adaptarem os seus orçamentos familiares à nova austeridade.


Este ano (2010), a meio do ano,o meu salário líquido baixou porque aumentaram o IRS. O IVA subiu e vai subir mais. A electricidade subiu e vai subir mais. Como é que o Estado espera que eu pague as minhas contas? Os meus empréstimos à habitação? Os meus seguros, a maior parte deles obrigatórios? O meu seguro de saúde que me permite ser tratada quando é preciso sem ter de esperar meses a fio?


Como é que o Estado espera que as pessoas cumpram os seus compromissos?


É trágico este Governo.... até porque nada garante que a meio do próximo ano os juros da República não voltem a subir, pois este país não vai produzir mais e a dívida não evapora. O PIB vai decrescer... esta estimativa de crescimento de 0,2% em 2011 é uma fraude deliberada.


E se não chegar, até onde é que vai o Estado para evitar decretar falência aos mercados internacionais? Se não chegar, quanto do nosso ordenado temos que dar ao Estado? Qual é o limite do razoável?


 


Se isto continua assim quem vai precisar do FMI sou eu!

1 comentário:

  1. António Pereira de Carvalho18 de outubro de 2010 às 03:06

    Se quem tem um ordenado e alguém, um outrem, que o pague, sofre desta forma, pensemos no que sofre o tal outrem para inventar dinheiro para pagar ordenados!!! Aqui é que está a raiz profunda de todos os males. Quantos de nós conhecemos alguém que trabalhe por conta própria ou seja empreendedor num pequeno negócio? Quantos membros do governo e da classe política, têm uma tabacaria, uma mercearia, uma micro empresa ou trabalham por conta própria ? Tirando o Henrique Neto não me lembro de mais ninguém. Quase todos vivem "à mama" de uma qualquer "teta", mas raros são os que as conseguem ou pensam sequer criá-la. "Subsídio trás sono", disse-me um negróide de 22 anos das obras. E um seu colega disse-me que o que mais o impressionou neste Portugal "foi a falta de respeito dos filhos pelos Pais". Como bem disse Vicente Jorge Silva estamos "eticamente falidos" o que precede todas as falências. Talvez a quase miséria ajude as pessoas a acordarem para as realidades antropológicas mais básicas, percebendo que o HOMEM BRANCO, com toda a sua SOBERBA, ainda tem muito para evoluir. E que viver no culto das aparências é tão redutor da VIDA como ter um Bentley à porta de casa, para os vizinhos verem, mas que não tem motor.

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