Eis aonde nos levou o mundo em que a liberdade se tornou na legitima plataforma do individualismo.
Eis aonde nos levou o mundo em que deixou de se ambicionar descobrir o belo nos outros para se ambicionar o belo que em nós impressiona o outro.
Eis aonde nos levou um mundo onde a sabedoria deixou de ser o distinguir o bem do mal, para ser a maior eficiência em exercer poder sobre os outros.
Eis aonde nos levou um mundo onde a nossa soberba se sobrepôs às leis da natureza, e passámos a reclamar escolhas que a natureza não nos deu.
Eis aonde nos levou um mundo onde a tolerância se divorciou da intimidade, onde passámos a defender a tolerância para as causas remotas, e a ser intolerantes entre os que nos são íntimos.
Eis aonde nos levou um mundo onde somos forçados a amar-nos a nós mesmos acima de todas as coisas.
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