Tenho-me abstido de comentar esse tema (Passos e a TSU) para não me envolver demasiado em política, porque sou jornalista e já sou bastante ostracizada no meio por ser de direita e não ter medo de o assumir e por ser sempre coerente com as minhas ideias, num mundo (ocidental) que gosta de meias tintas e tende sempre para se aproximar de um centro mais confortável porque está mais próximo do "não me comprometo".
Mas porque preciso de marcar a ideologia deste blog vou cingir-me a publicar o excerto de um artigo de opinião de um colega meu do Expresso que subscrevo:
"É inegável a habilidade política de António Costa, mas no caso da TSU e do acordo de concertação social só cai quem quer. A verdade dos factos é que o primeiro-ministro fechou um acordo sabendo que não o podia cumprir. E agora tenta desviar-nos o olhar para o PSD, como se fosse ele o culpado, quando o problema está na geringonça. Antes de atacar Passos, Costa devia resolver os problemas em casa com o PCP e BE. O líder do PSD está a fazer o que deve (e o que tanto lhe pediram): oposição".
Lamento que os arautos do senso comum passem a vida a atacar Pedro Passos Coelho por não fazer oposição a sério ao Governo e depois venham para a praça pública criticar o líder da oposição por estar a fazer aquilo que lhe é pedido fazer: oposição.
O PS tem de contar com os seus aliados de esquerda, não é ficar com os louros de um acordo de Concertação Social que é um embuste e que assinou como se fosse maioritário no Parlamento, sem o agreement dos partidos que o suportam enquanto Governo no Parlamento.
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