As pessoas pensam que ser de direita é não querer saber dos problemas sociais, e que a esquerda é mais humana porque se preocupa com as pessoas. Como se a direita não se preocupasse com elas. A direita preocupa-se com a pessoas de forma sustentada e estrutural, a longo prazo. A esquerda só se preocupa no imediato, no curto prazo. A esquerda quer ajudar as pessoas e quer receber logo os aplausos, quer o reconhecimento imediato.
Ninguém vê que por detrás dessa bandeira da solidariedade social, está uma cumplicidade de camaradas "brothers in arms". A direita sempre se quis demarcar disso, de um certo ressabianço da esquerda, que se disfarça de solidariedade social; da esquerda que não tolera a auto-estima nos outros, que a vê como um privilégio social. Da esquerda que não tolera orgulho no próprio mérito, porque vê no mérito um convencimento, uma mania da superioridade (como se o ser melhor em alguma coisa fosse uma mania e uma falta de humildade). Da esquerda que vê na auto-estima um atestado de inferioridade passado aos outros. A direita gosta de auto-estimas. A esquerda queima-as na fogueira. É por isso que embandeira em arco nisto de gostar de desfavorecidos, de gostar de "descamisados" (para usar uma terminologia argentina). Esses têm pouca auto-estima, condição sine qua non para agradar à esquerda.
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