terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

O que é preciso ver na venda do Efisa (separar o trigo do joio)


Hoje vem esta notícia no Correio da Manhã: Passos mete 90 milhões no banco de Relvas. Ao principio pensei que se trataria de poupanças (tantas?!) e depois vi do que se tratava: do dinheiro gasto na reestruturação do Banco Efisa para a sua venda. Ora evidentemente que a notícia tem um título para vender jornais. Mas a realidade é que se podia fazer aquele título com qualquer comprador do Efisa. 


Os 90 milhões são o somatório dos aumentos de capital que a Parparticipadas fez em dois anos. O dinheiro serviu para amortizar créditos concedidos pelo BPN, que o BIC rejeitou no acordo de compra. Portanto não tem nenhum problema os 90 milhões, nem a realidade é o que parece.


Mas é preciso ver se o concurso de venda do Efisa correu os trâmites legais. Faltou uma certa transparência, na minha opinião. É preciso saber quanto ofereceram os outros candidatos e que condições estavam nas propostas, para saber se a escolha da Pivot SGPS foi uma escolha séria ou se houve algum tipo de favorecimento. 


Eis aqui a primeira entrevista do presidente da Pivot SGPS (sociedade que terá Miguel Relvas como accionista) quando comprou o Efisa.


P.S. A estrutura accionista da PIVOT SGPS parece que foi alterada recentemente e na sequência dessa alteração Miguel Relvas passa de consultor a accionista. Se o Banco de Portugal o considerar idóneo. Isto parece obviamente perfeito demais.

Sem comentários:

Enviar um comentário