Esta OPA é genial. Isabel dos Santos tenta matar três coelhos numa só cajadada. Ao lançar uma OPA sobre a PT SGPS têm em vista o operador português de telecomunicações, ao mesmo tempo procura resolver o diferendo sobre a Unitel (angolana detida em parte pela PT) e adquire uma posição relevante na Oi, no Brasil. Se fosse fácil fazia o pleno. Mas o que decide uma OPA são as condições da oferta. Por isso vai ter de rever o preço porque é baixo. Isto se quiser convencer os pequenos accionistas a vender. Penso que a empresária, aconselhada pelos bons advogados, deu um preço baixo porque esperava concorrência na OPA e quer ter margem para o subir. O primeiro oferente tem vantagens num "leilão de OPA".
O problema são as condições que terão de ser alteradas. A limitação dos direitos de voto da PT SGPS na futura Oi ou a possibilidade de a PT SGPS poder comprar acções da CorpCo (empresa resultante da combinação de negócios) no mercado, além da fatia de 11,4% estipulada anteriormente, são alguns dos items que a empresária pondera alterar para levar a operação em frente.
Esta OPA é genial mas difícil.
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