O BES vai fazer um aumento de capital de 1.045 milhões de euros (1 bi). Vai emitir 1607 milhões de novas acções a 0,65 euros (é de comprar). Quem vai subscrever este aumento? A família, sobretudo os muito interessados em suceder a Ricardo Salgado, de certeza que irão fazer o possível por acompanhar "o mais possível". O Crédit Agrícole põe 10 milhões de euros, antes vendeu à Tranquilidade 10% do capital que detinha na Espírito Santo Activos Financeiros e 50% do BES companhia de seguros. Assim, o accionista francês fica sem qualquer participação nestas companhias. Com esse investimento no aumento de capital os franceses reduzem a posição accionista, agora directa, no BES para 15% (e só se comprometem a ficar seis meses com ela). Face à dificuldade financeira das holdings familiares, o clã apenas consegue garantir que fica com 20% do banco depois deste grande aumento de capital. Quem vai subscrever as novas acções? Angola é um país importante para o banco liderado por Ricardo Salgado, sobretudo depois dos "ataques" de Álvaro Sobrinho. Poderá haver uma luta de galos angolana pela compra de uma fatia do BES.
É preciso ainda não esquecer que o BES contratou um sindicato bancário para montar o aumento de capital, com tomada firme. A UBS, Morgan Stanley e BES Investimento serão os coordenadores globais da operação de reforço dos fundos próprios a avançar nos próximos dias e o sindicato bancário incluirá ainda o Bank of America, o JP Morgan, o Citi e o Nomura. Ou seja, serão estes bancos, incluindo o BESI de José Maria Ricciardi, que vão procurar/seduzir os investidores para irem ao aumento de capital do BES. Muito interessante, mesmo muito interessante.
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