Recordo aqui um post publicado em Abril e que está hoje mais actual que nunca.
O Crédit Agrícole prepara-se para sair do BES, há muito que querem sair.
Ontem foi anunciado por Ricardo Salgado à imprensa que o parceiro histórico da família, o grupo francês Crédit Agrícole, que em 1991 ajudou a família na reprivatização do BES, vai diminuir a sua exposição ao banco. Os franceses comprometeram-se a investir 10 milhões de euros no aumento de capital, o equivalente a menos de 5% do esforço que teriam de fazer para manter a sua posição relativa (210 milhões), que actualmente é de 20,12%. Se não for além deste investimento, o Crédit Agrícole baixará a sua participação para menos de 15%, percentagem do capital que tem de manter apenas por seis meses após a conclusão do aumento de capital.
Os franceses vão vender 10% da ESAF-Espírito Santo Activos Financeiros e 50% do BES, Companhia de Seguros à Tranquilidade. Esta última está inserida no ESFG e o Crédit Agricole deixa de ser accionista das duas companhias (ESAF e BES Seguros).
O fim da aliança estratégica (um primeiro passo para o divórcio) foi formalizada no dia 15 de Maio, no mesmo dia da apresentação de contas e do mega aumento de capital. O fim da velha Bespar, holding que consubstanciava a aliança de controlo conjunto de 35,3% do BES, liberta o Crédit Agrícole (e a família Espírito Santo) para vender as acções do banco.
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