Depois de ter lido isto, e porque, ao contrário dela, não acho nada que a tonalidade de uma língua sirva de explicação para o quer que seja, pelo que discordo que o filme seja maçador e que nos impeça de nos focarmos no essencial. Margarethe von Trotta fez um excelente filme de época, com um argumento a todos os níveis precioso. Sublinho também a brilhante actuação de Barbara Sukowa, aliás uma actriz habituada a "ressuscitar" no grande écran grandes figuras femininas, mesmo que polémicas, do século passado.
Talvez eu me tenha expressado mal. Eu gostei do filme, sobretudo do facto de o realizador traçar um retrato ponderado da filósofa. Von Trotta não presta homenagem, não transforma Arendt em heroína nem mártir do seu tempo
ResponderEliminarMas e tal como li num crítico que dá 3 estrelas ao filme
"Talvez, ao escolher uma abordagem tão distanciada, Hannah Arendt resulte em uma obra fria, linear, sem clímax preciso. Seu título amplo pode sugerir justamente uma pretensão que a obra não tem: a de resumir toda a vida da filósofa. Existem também algumas cenas que contribuem pouco ou nada à trama, como os flashbacks da juventude (que, de tão raros, dão a impressão de terem sido substancialmente cortados na edição) e as explicações de seu caso amoroso com Martin Heidegger"