terça-feira, 22 de outubro de 2013

Cultura com cabeça


 


Ora ai está um belo post, com o qual concordo absolutamente. Creio também que a maioria dos leitores, com alguns centímetros de testa, concordarão comigo quando afirmo que a cultura é coisa de ricos, de povos desenvolvidos, pelo que o dinheiro gasto em museologia, seja com este elefante branco ou outro, é dinheiro atirado ao rio. Também é verdade que os partidos de esquerda habitualmente preocupam-se mais com a cultura do que os partidos de direita. Uns criam ministérios da cultura e, mudando-se o cenário, os outros reduzem os as secretarias de estado. Somos um povo pobre com mania que somos ricos, e portanto temos que nos habituar a viver perante a nossa condição: quem não tenho dinheiro não tem vícios. Quem não tem dinheiro tem que viver com os pés assentes na terra.


Porém, se é verdade que quanto maior for o número de pessoas licenciadas e de pessoas com formação útil (i.e., com cursos práticos necessários à sociedade, como electercistas, canalizadores, etc) a capacidade de um povo ser desenvolvido é maior. Assim, sou levado a concluir, que uma educação “pela estética”, em que o belo faça parte, é algo que a governação não pode descurar. A pergunta é esta: será que para tanto, e creio bem na necessidade de uma cuidada rede de museus e espaços culturais, é necessário gastarem-se rios de dinheiro? Não! Só é preciso que haja cabeça e muito tino!


 


 

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