Quero agradecer a Teresa Leal Coelho, Luís Menezes, Francisca Almeida, Nuno Encarnação, Mónica Ferro, Cristóvão Norte, Ana Oliveira, Conceição Caldeira, Ângela Guerra, Paula Cardoso, Maria José Castelo Branco, Joana Barata Lopes, Pedro Pinto, Sérgio Azevedo, Odete Silva e Gabriel Goucha "os sociais-democratas que votaram a favor do diploma" e ao Duarte Marques, João Prata e Sofia Bettencourt, do PSD; e João Rebelo, Teresa Caeiro e Michael Seufert, do CDS-PP, por terem perdido uma das mais fervorosas apoiante da Direita portuguesa. A partir de hoje não contam com o meu voto para nada, nem, com o meu apoio.
Quero também dizer que quando as pessoas dão crianças a homossexuais, estão a dar-lhe dois pais ou duas mães e não estão a pensar nas crianças abandonadas, que têm o direito de ter uns pais substitutos o mais semelhante possível com a família biológica. E a família biológica NUNCA são dois pais e duas mães, NUNCA. Porque será? (A Natureza é tão homofóbica!).
E quando me vêm com aquele argumento falso de que é melhor as crianças serem adoptadas por homossexuais do que estar em instituições eu pergunto. Porquê? Porquê é que a instituição é o pior que pode acontecer à criança? São maltratados lá? As instituições maltratam as crianças? Não cuidam delas? É diferente de uma família normal? É. Mas também os pais homossexuais são diferentes de uma família normal.
Eu acho que há instituições que são melhores do que muitas familias biológicas. Ali não são violadas, nem mal tratadas.
Pelo menos nas instituições não correm o risco de chegarem a adolescência e serem seduzidos pelos pais.
P.S. Escusam de vir aqui insultar-me que eu não dou cobertura a insultos.
P.S.II: Depois de ler este artigo revoltado no site do Expresso, escrito por um miúdo, tenho de acrescentar este post scriptum. Não vou cair na tontice de chamar estúpido e ignorante em cada parágrafo como ele faz (típico de discursos imaturos de pessoas mais ofendidas que racionais - talvez porque para além da palavra "moderno" poucos argumentos existam para justificar que uma criança seja dada (dar para a adopção, para não virem com mais disparates à volta da palavra dar) a dois homens ou duas mulheres em vez de um pai e uma mãe). E diz a certa altura (a única frase em que não revela ódio) que "Consigo perceber a preocupação, quando genuína, em relação ao bem-estar das crianças". Pois é Tiago, e quem te garante que o bem-estar da criança é ter dois pais ou duas mães? Perguntaste a alguma das crianças que está por exemplo na Casa Aboim Ascensão, se é isso que querem? Se querem ser filhos do Sérgio e do Paulo? Não, não perguntaste. Então porque achas que é isso que as crianças querem? Perguntaste aos portugueses se é isso que querem? Não, não perguntaste.
O Tiago cita um padre, o Nuno da Câmara Pereira e cita-me a mim, como exemplos que tenta ridicularizar, mas esquece-se que como penso eu pensa a maioria da população e se não tem medo, então promova um referendo. Há muito mais gente e gente brilhante (não com a inteligência de cinco tostões deste miúdo) que defendem precisamente o mesmo que eu.
Enquanto estas criaturas acharem que a adopção é um mercado para fornecer filhos a adultos que querem ter os filhos que a natureza não permite, não estão a pensar nas crianças. Um bébé precisa de uma mãe, o que chumba logo a ideia de serem dois pais. O conceito e pai e mãe refere-se ao macho e à fêmea que procriaram, não é um conceito inventado pelo homem, como o é a homoparentalidade (a palavra nem existe no dicionário do corrector)
As crianças adoptadas não podem ser diferentes das outras, e as outras têm um pai e uma mãe. Ás crianças abandonadas têm de lhe ser dado um família substituta, ou então é melhor não saírem da instituição (ali também têm amor, e se nalguns casos não é assim fechem-se essas). Nunca dois pais ou duas mães. Gostava de perguntar ao Tiago se gostava de ser filho do Lícinio e do Renato?
Boa tarde Maria Alves,
ResponderEliminarEmbora não subscreva de todo a sua opinião.
E como tal não a irei ofender (A minha liberdade termina onde a sua começa).
Permita-me deixar apenas o link com a noticia que revela
Anos e anos de abusos minam Igreja irlandesa
Escândalo envolveu milhares de crianças confiadas a instituições
http://www.jn.pt/PaginaInicial/Mundo/Interior.aspx?content_id=1240388
Acho que vale a pena meditar sobre isto?!
Desejos um excelente fim-de-semana.
Com os meus melhores cumprimentos
Bem, mas então está a dizer-me que as instituições que dão as crianças para a adopção são malignas.
EliminarO que eu quero é desmitificar a teoria da instituição ser um papão. Como quem diz é tão mau que até é preferível terem dois pais ou duas mães. Não, isso não aceito e rejeito mesmo.
Uma instituição não é o ideal? Não, não é.
Mas também é verdade é que as adopções demoram muito tempo porque há crianças que estão nas instituições mas não podem ser adoptadas porque basta lá ir um, ou outro familiar e já não se podem adoptar. Não é preciso dar as crianças a homossexuais. Não é preciso.
Não a vou insultar, a Maria fá-lo muito bem.
ResponderEliminarVou-lhe só deixar duas palavras: Casa Pia
Ora aí está a homossexualidade a entrar ali ilegalmente, agora, é oficial podem levá-los legalmente, melhorou imenso.
Eliminar
ResponderEliminarÉ o que dá ter sido trocada por um gay. Já reparou que em menos de 24 horas se tornou numa idiota nacional ao nível do Relvas? Mas não fica por aqui, a sua carteira profissional, se a tem, terá de ser averiguada.
Deves estar cá com uma sorte ó imbecil!
EliminarA vontade de impedir a adopção por parte de homossexuais deriva, em grande medida, de uma tendência lamentável para tentar impor aos outros o estilo de vida que consideramos melhor. Uma tendência tacanha que infelizmente está entranhada na sociedade portuguesa. Já Mill dizia;
ResponderEliminar"A única liberdade que merece o nome, é a liberdade de procurar o nosso próprio bem à nossa própria maneira, desde que não tentemos privar os outros do seu bem, ou colocar obstáculos aos seus esforços para o alcançar. Cada qual é o justo guardião da sua própria saúde, tanto física, como mental e espiritual. As pessoas têm mais a ganhar em deixar que cada um viva como lhe parece bem a si, do que forçando cada um a viver como parece bem aos outros.
Estilos de vida? Mas a isto estilos de vida? Please!
EliminarNão a vou insultar mas que tem uma falsa retórica tem. Que raio de argumentos, nem um deles faz sentido e ainda bem que perderam uma apoiante porque a senhora é tudo o que está de mal nesta direita portuguesa, pode ser que assim ao menos se limpe mais um pouco como se precisa. Também tenho ideais de direita e ainda nem pensei bem se concordo com esta aprovação mas os seus argumentos são ridículos. Quer criticar ao menos critique bem e arranje coisas que o justifiquem de forma coerente.
ResponderEliminarE é esta mulher jornalista!!! Nem um argumento minimamente elaborado sabe dar!!!!
EliminarVou rezar muito por ti, porque com estas palavras, nem Deus Nosso Senhor te vai salvar.
ResponderEliminarMTA quis os seus 15 minutos de ridículo, aqui estão eles.
ResponderEliminarA sua opinião pessoal é uma vergonha. Para além de, como jornalista, não ter o mínimo dom para elaborar um raciocínio esclarecido. Esclareça-se! Os seus colegas do Diário Económico agradecem este breve momento de vergonha alheia e constrangimento.
Bom fim de semana!
Agradeco que se tenha anunciado. Pelo menos não é cobarde como os outros trogloditas que para aqui andam. E quanto a ser porta-voz dos meus colegas do Diário Económico, não fazia ideia, e também isso não me impede de pensar isto exactamente que escrevi...
EliminarPessoalizar a sua raiva, principalmente quando se demonstra tão estreita de ideias, é feio! É feio sim senhor.
ResponderEliminarE homofóbica é a sua tia cara senhora...
Lamento que os senhores homossexuais que vêem para aqui comentar se tenham ofendido, lamento que não percebam que para as crianças não é bom terem dois pais ou duas mães, lamento.
EliminarOra aqui está um bom exemplo em como, nisto da blogosfera, as vozes de burro podem chegar ao céu. A moça não dá uma para a caixa e no entanto conseguiu pôr meio mundo a comentar o seu post. Tenho sobrinhas na pré-adolescência que conseguem escrever um texto - já para não falar nas respostas aos comentários - bem mais articulado e fundamentado sobre o assunto. Que tristeza...
ResponderEliminarO nome fica-lhe bem...
EliminarA senhora é uma grande anedota. É que nem argumentar sabe. Essa raiva toda por homossexuais deve ter uma causa escondida qualquer. Experiente um pouco de terapia e vai ver que resulta (: Não se esqueça que não tem direito nenhum de limitar a liberdade dos outros ou forçar os seus ideais a quem não os quer.
ResponderEliminarMas e as crianças que não escolhem, onde é que está a sua defesa tão acérrima da liberdade?
EliminarToda a gente tem direito à sua opinião, obviamente. Mas agora vou tentar falar consigo partindo do pressuposto de que somos ambas mulheres moderadamente inteligentes, com educação superior, e que sabem exprimir as suas opiniões baseadas em argumentos coerentes e não no 'porque sim'. 'Bora lá?
ResponderEliminar"E quando me vêm com aquele argumento falso de que é melhor as crianças serem adoptadas por homossexuais do que estar em instituições eu pergunto. Porquê? Porquê é que a instituição é o pior que pode acontecer à criança? São maltratados lá? As instituições maltratam as crianças? Não cuidam delas? " Acredito que a maioria dos funcionários na maioria das instituições de acolhimento faça o melhor possível pelo bem estar das crianças. No entanto, acho que nem a senhora pode discordar que a atenção, carinho e acompanhamento que uma criança recebe estando ao cuidado duma instituição não pode ser comparado ao que receberia estando inserida numa unidade familiar. E é fácil perceber (acho eu) que os caminhos que levam um adolescente à marginalidade são mais comummente marcados por uma infância em que faltaram os ingredientes que acima referi. Acho que não é difícil perceber porque é que uma infância vivida num seio familiar, em que a individualidade é cultivada, é preferível à vivida numa instituição estatal, em que a criança é apenas mais uma entre muitas.
"Eu acho que há instituições que são melhores do que muitas famílias biológicas. Ali não são violadas, nem mal tratadas." Por acaso, existem muitas crianças violadas e maltratadas em instituições, como também as existem em famílias biológicas, e em famílias adoptivas. Existem crianças maltratadas em todo o lado, e quem as maltrata são os funcionários, os pais biológicos, os pais adoptivos. Não é a relação familiar ou institucional que se partilha com uma criança ou a orientação sexual de alguém que protege ou expõe uma criança a maus tratos. Nunca pensei ter de explicar isto a alguém.
"Pelo menos nas instituições não correm o risco de chegarem a adolescência e serem seduzidos pelos pais." Ser homossexual não é sinónimo de ser pedófilo, ou viciado em sexo, ou depravado. Isto não é a minha opinião, são factos. Tanto existem pedófilos homossexuais como heterossexuais. A pedofilia é uma desordem psiquiátrica; a orientação sexual é uma característica individual, tal como a personalidade.
"[...], lamento que não percebam que para as crianças não é bom terem dois pais ou duas mães, lamento." O que que dizer com 'não é bom'? Conhece crianças que tenham sido adoptadas por homossexuais e que sejam infelizes? Com certeza que não. Leu algum estudo que comprove que as crianças adoptadas por casais homossexuais são menos equilibradas, funcionais e acarinhadas que as outras? Duvido bastante. Então, em que se baseia? Na sua opinião, claro está. Na sua opinião, estas crianças crescerão reprimidas e envergonhadas do ambiente familiar em que estão inseridas, e serão marginalizadas pelos colegas de escola. Bem, digo-lhe que estas crianças serão certamente marginalizadas pelos SEUS filhos, mas não pelos meus, nem pelos filhos de pais que lhes souberam transmitir tolerância e igualdade. Talvez pense que estas crianças sejam moldadas pelos pais, e se tornem também elas homossexuais? Se é isto que pensa, sugiro-lhe que estude. De onde pensa que os homossexuais que hoje em dia lutam para poder formar um família em Portugal vieram? De famílias heterossexuais, claro está.
Para finalizar, digo-lhe só que quer goste, quer não, Portugal está a acompanhar o mundo na evolução das mentalidades. O mundo já viu outras destas lutas, primeiro na igualdade entre as raças, depois entre os sexos. Hoje em dia, é inconcebível argumentar contra a naturalidade de um casamento inter-racial, ou contra as mulheres em cargos de poder. A sociedade evolui de forma a incluir todos os seres humanos por igual, com os mesmos direitos e deveres. Prepare-se, não vai gostar nada do mundo daqui a 20 anos.
Subscrevo totalmente.
EliminarBonito Márcia, sou totalmente de acordo! Só espero que o seu comentário bem fundamentado não seja apagado como o meu...
EliminarAqui está uma opinião sobre o assunto muito bem fundamentada e que exprime exactamente aquilo que penso, os meus sinceros parabéns a quem o escreveu por se ter dado ao trabalho de tentar explicar as diferenças a quem prefere manter-se preconceituoso e ignorante.
EliminarA orientação sexual das pessoas não as torna piores ou melhores pais por isso... à partida quando um casal decide adoptar significa que tem condições para educar e dar amor a uma criança e isso para mim é preferível do que crescer fora de um ambiente familiar... numa instituição.
Insultá-la? Para quê? A senhora já faz esse papel tão bem sozinha. Haveria 1001 argumentos que desmontariam a verborreia por si postada, seria tão fácil e evidente que nem vale a pena o trabalho.
ResponderEliminarMaravilhoso. Deixem a Sra continuar a enterrar-se por si própria. Ela fá-lo tão bem sozinha... :)
Eliminargosto que o subtítulo desta coisa afirme que este blog se bate apenas pelo bom gosto. é bom ver que anos de evolução não serviram para nada para algumas pessoas.
ResponderEliminarsegundo a sua opinião, é preferível uma criança crescer numa instituição, desprovida de carinho, afecto, individualidade, expressão, que crescer com um casal homossexual. portanto, analisando isto como deve ser, prefere que as crianças nunca tenham pais se tiverem hipótese de serem adoptados por dois pais ou duas mães. está a promover as crianças crescerem sem pais.
é legítimo, claro, e ainda bem que nem toda a gente pense assim. especialmente aquelas crianças com pais biológicos cujo pai bate na mãe e no filho, por exemplo. é só uma opinião. e de opiniões está o inferno cheio. pode ser que agora por não apoiar a direita consiga ter inteligência e bom senso.
Obrigada Marcia por explicar, e de forma tao clara e elucidativa, o obvio a quem, infelizmente nao o merece nem nunca ultrapassara a sua tacanhez. Mas como bem disse, a evolucao pode ser lenta mas e de sentido unico.
ResponderEliminarFinalmente alguém diz a verdade sem medo. Eu vivi numa instituição (aldeia SOS) adorei viver na Instituição, nunca fui adoptado, a instituição era óptima, tinhamos uma mãe lá. Era um verdadeiro colégio. E NÃO QUERIA SER ADOPTADO POR HOMOSSEXUAIS.
ResponderEliminarHoje sou casado e tenho uma familia.
Ainda bem que nao sofre maus tratos físicos e psicológicos... já muitos outras crianças nao podem dizer o mesmo...
EliminarParabéns pela sua experiência, mas o facto de ter sobrevivido a não ter sido adoptado por pais homossexuais (cruz credo), não traz nada de novo a esta discussão. Felizmente as instituições têm pessoas competentes, muitas delas, e com uma capacidade de amar que nunca, acho eu, foi posta aqui em causa. Mas se uma família homossexual não tem capacidade de educar uma criança, lamento discordar, mas uma instituição por mais competente que seja, está muito longe de ser uma família. Tenho pena que se misturem muitos conceitos e preconceitos, que só tornam a discussão pouco produtiva...
EliminarConheço 2 situações de adopção singular, sendo o adoptante homossexual. Não me incomoda. E nessas situações a qualidade homossexual do adoptante é irrelevante. Num dos casos acho que o Tribunal nem se apercebeu. O que bem comprova que era irelevante. E na outra, apercebendo-se a Juiz, nem o consignou em sentença. Nem tinha que o referir. A adopção fez-se no interesse da criança. E porque foi reconhecido ao adoptante, em ambos os casos, capacidade para cuidar da criança em concreto.
ResponderEliminarO que me incomoda é a fantochada do casamento, o fingimento que um casamento gay é igual a um casamento hetero. E a instrumentalização e exibição das crianças só para esse efeito de pública prova de uma igualdade que obviamente inexiste, exactamente devido à incapacidade de ser gerada uma criança.
As crianças não podem servir para preencher vazios existenciais ou de alma dos adultos. Sejam eles hetero ou homossexuais.
Nem o Principio da Igualdade alguma vez poderá servir para tratar como iguais situações diferentes.
Nisso, a Natureza não perdoa.
logo,
Eliminarpessoas inferteis não têm um casamento igual ao outros. é um fantochada segundo as leis da Natureza!
quem é esta gente?
MTA deixe-me esclarecer alguns conceitos que me parecem um pouco enublados nessa sua pequena maneira de pensar.
ResponderEliminarUm casal homossexual não é, nem pretende ser a reprodução de um casal heterossexual. Não há um membro que faça de homem e outro de mulher. Entende-se por isso que são dois individuo do mesmo sexo, homem ou mulher, que entendem e sentem o amor de maneira diferente da sua. Peço-lhe desculpa desde já por ser diferente de si, mas foi assim que nasci. E sendo homossexual, NUNCA na minha vida senti qualquer ímpeto por abusar de alguma criança. Lamento também não ir de encontro com as suas conviccções nessa matéria.
Do que estamos a falar, não é de um mercado de crianças em que o mal menor será dar, como você diz, a criança a dois tipos que por capricho querem ter uma criança em casa, como quem vai comprar um cão ou um gato a uma loja de animais. Estamos a falar de pessoas que pela questão meramente biológica, (que não acho que seja preponderante na capacidade de paternidade de cada um, senão não haveriam tantas crianças negligenciadas...), não podem ter filhos.
Creio que o mundo está a mudar e tenho alguma pena que a Sra não tenha a capacidade de pesar pelo menos a maneira como se expõe, ao editar este lixo que só serve para desinformar e criar confusão. Espero sinceramente que a sua vida a presenteie com um homossexual no seu seio familiar, se possível um filho, e que ele tenha a capacidade, paciência e preserverança de educá-la a si, e não o contrário.
Maria .Alves. tem .toda .a .razão.
ResponderEliminarCara Maria, penso que a lei que foi aprovada não implica a oferta de criancinhas indefesas a homossexuais depravados. Implica sim a possibilidade de um companheiro(a) de um pai/mãe (biológico ou adoptivo) de uma criança coadotar a dita. Ou seja, em caso de morte do pai/mãe, por exemplo, a criança poderá continuar à guarda do outro pai/mãe. Já existem n situações de famílias nestas condições no nosso país, negá-lo é pôr a cabeça na areia tipo avestruz. Se há crianças que crescem em ambiente saudável com 2 pais ou 2 mães, independentemente de ser "legal" ou não...qual é o seu problema afinal? Pode não concordar com este modelo familiar, mas ele existe, quer a Maria goste ou não. A lei a meu ver apenas protege estas famílias.
ResponderEliminarSe é jornalista, devia estar mais bem informada, ou não acha? Não só sobre a lei, mas especialmente sobre a homossexualidade. Acho que há aí muita confusão na sua cabeça.
P.S. - só a compreendo num aspecto, também preferia que os meus filhos fossem para uma instituição do que fossem adoptados por si, cara Maria.
Um bem haja.
"Pelo menos nas instituições não correm o risco de chegarem a adolescência e serem seduzidos pelos pais."
ResponderEliminarO vazio da sua argumentação culmina neste argumento, que é no mínimo, intelectualmente desonesto...
Por favor.Eu até concordo em certo ponto com o texto que publicou. Agora, haja decencia e cabeça no que diz! A senhora faz comentarios sobre a homossexualidade lamentáveis e que demonstram extrema ignorancia... Por favor cultive-se um pouco mais sobre este assunto
ResponderEliminarFake...
EliminarO que é a co-adopçao homossexual: uma criança que esteja à guarda do pai ou mãe biológico/adoptivo singluar, e caso o seu pai/mãe se case com alguém do mesmo sexo, a criança poderá ser adoptada por essa outra pessoa.
ResponderEliminarFactos: a criança vive, e viverá sempre, com o casal, lei aprovada ou não (pois está à guarda do pai/mãe biológico(a)/adoptivo(a))
Portanto, o conjugue do pai/mãe irá sempre ter um papel activo na educação e na vida da criança - pai, mão, chamem-lhe o que quiserem -
O que vai trazer ou mudar esta lei? permite que caso aconteça alguma coisa ao progenitor biológico/adoptivo(a) da criança, e este esteja por diversos motivos, indisponivel, sem possibilidade de contacto, etc, etc; seja a outra pessoa que educa e vive com a criança (pai, mãe, chamem-lhe o que quiserem), pessoa essa com quem a criança tem uma relação filial, a ser informada/contactada, por qualquer assunte relativo à criança. O que é que está mesmo mal aqui?
Deixo-lhe mais trê perguntas:
1- A familia biológica nunca são duas pessoas do mesmo sexo de facto: em que é que isso se relaciona com o facto de duas pessoas do mesmo sexo não poderem educar duas crianças?
2- Os pais homosexuais são diferentes de uma familia normal. são de facto. e então? desde quando, não ser normal (leia-se reger-se pelo socialmente visto como correcto) é sempre algo mau? Que lei universal é essa, que eu nunca ouvi falar, que diz que devemos reger-nos pelas leias da natureza? e mais, quem somos nós (ou a sra.) para julgar algo como normal ou anormal? Há 200 anos atrás, normal era apenas os homens terem direito ao voto. Normal hÁ 500 anos atrás, era os pretos serem escravos. Ou seja, o conceito do que é normal, nem sempre significa que o que é normal é correto, muito menos se pode considerar alguma coisa normal, como uma verdade absoluta.
3- As instituições são melhores que muitas familias? certissimo. (por familias, leia-se homo ou hetero) - daí servirem as avaliações que se fazem dos possiveis pais. Na adolescência serem seduzidos pelos pais? conhece de algum caso ou estudo que apoie este argumento?
Aguardo a sua resposta, para se possível, se continuar uma discussão saudável, e com interesse para todos.
Não vou repetir tudo o que já escrevi ao longo destes comentários infindáveis.
EliminarNão se trata de tratarem bem ou mal a criança. Claro que muitos a tratarão bem e outros não. O que fará um homossexual se o filho crescer e lhe disser que preferia ter uma mãe e um pai, que não gosta de ser filho de dois pais? Correm com ele e chamam-no homofóbico?
Quem tem a homossexualidade dentro de si (se tiver de a exercer, eu sou contra, apesar de não ser contra os homossexuais enquanto pessoas) tem de aceitar que não terá filhos. É a verdade e não tem de implicar inocentes nesta escolha.
Lamento muito que o mundo seja cego e só veja o sofrimento dos homossexuais e não o sofrimento das crianças...
Se me vai falar dos casais estéreis repito o que disse num post anterior. Só um macho e uma fêmea podem cruzar e priocriar a natureza não criou alternativas a isto. Se um macho e uma fêmea tentam e não procriam há uma anomalia, na maioria dos casos há uma doença.... as crianças que estão nas instituições não estão abandonadas, se puderem ser dadas para a adopção, então tem de se escolher um casal, para substituir os pais. Pode ser um casal com ou um sem filhos. Se não houver casais então poder-se-á dar a criança a uma mãe solteira. Um pai solteiro já teria que se analisar pormenorizadamente o caso, depende da idade da adopção e das suas circunstâncias, só em casos muito extraordinários se poderia dar a criança a um pai solteiro. Agora a dois pais ou duas mães nunca. É um crime. Se um homem homossexual quiser adoptar uma criança com uma amiga, já seria outra coisa. Seria como filho de pai divorciado.
Eu sei que não concorda comigo. Mas esta é a minha opinião (e muita, mas muita gente pensa como eu)
Percebo a posição da Maria, neste caso concordo que não deve haver a figura de adopção por casais do mesmo sexo, max não ponho de parte o acolhimento de crianças por estes.
ResponderEliminarDefendo, presumo, o que todos nós defendemos, que decisões que marcam a sociedade e se enquadram no âmbito dos Direitos Humanos e Direito das Crianças devem ser amplamente discutidas e tomadas com ponderação, e acima de tudo um debate profundo antes das votações.
Felizmente vivemos em Democracia, essa não depende só das instituições, mas acima de tudo de todos nós. Pelas crianças deste País peço alguma elevação no debate.
Obrigada Maria, bjs
Eliminar“Antigamente, o silêncio era dos imbecis; hoje, são os melhores que emudecem. O grito, a ênfase, o gesto, o punho cerrado, estão com os idiotas de ambos os sexos.”
ResponderEliminarNelson Rodrigues
(1912-1980)
“[Até o século XIX] o idiota era apenas o idiota e como tal se comportava. E o primeiro a saber-se idiota era o próprio idiota. Não tinha ilusões. Julgando-se um inepto nato e hereditário, jamais se atreveu a mover uma palha, ou tirar um cadeira do lugar. Em 50, 100 ou 200 mil anos, nunca um idiota ousou questionar os valores da vida. Simplesmente, não pensava. Os "melhores" pensavam por ele, sentiam por ele, decidiam por ele. Deve-se a Marx o formidável despertar dos idiotas. Estes descobriram que são em maior número e sentiram a embriaguez da onipotência numérica. E, então, aquele sujeito que, há 500 mil anos, limitava-se a babar na gravata, passou a existir socialmente, economicamente, politicamente, culturalmente etc. houve, em toda parte, a explosão triunfal dos idiotas.”
Nelson Rodrigues
(1912-1980)
Estimada Maria. Sei que não precisa de quem a defenda, mas aqui ficam dois pequenos contributos para tentar perceber o "fenómeno" e alguns dos comentários aqui produzidos que, de tão paupérrimos, até custa a acreditar que sejam de alguém provido de inteligência miníma... Para além dos sempre valentões anónimos...
Obrigada António.
EliminarMas exactamente porquê que é pior dar dois pais ou duas mães a uma criança? objectivamente em termos práticos em que se fundamenta para defender que as instituições são uma melhor opção?
ResponderEliminarRespondendo à sua questão do porquê ser pior uma criança ser criada numa instituição, penso que o facto de se terem multiplicado, nos últimos anos, os casos denunciados de abusos sexuais e de maus tratos... é uma pista...
Eu conheço pessoas de instituições que são tratadas lindamente. Se puderem ser adoptadas por casais normais (vocês dizem hetero) óptimo, senão não ficam de todo maltratadas. Quer que lhe dÊ exemplos?
Eliminar(É a continuação do comentário anterior, não coube tudo no mesmo)
ResponderEliminarA única diferença está no facto de que o conceito que a criança tem de família é de um pai e duma mãe e a sua não é assim. Tenho a certeza que as implicações no futuro da criança serão mínimas, senão mesmo nenhumas. Como a orientação sexual não se trata de uma escolha, mas sim de algo que já nasce com o indivíduo, claro que as crianças não vão ser homossexuais por terem crescido com pais com essa orientação sexual. Porque mesmo estando a contactar com um modelo de família onde há dois pais do mesmo sexo, também acabam por contactar com o outro modelo de família, onde os pais são de sexo diferente (quer seja na escola, que seja com os pais dos amigos e por aí fora...).
Acredite que em momento algum lhe quis faltar ao respeito, o meu objectivo foi apenas defender aquilo em que acredito e tentar mostrar-lhe o outro lado da questão.
Desejo-lhe tudo de bom na vida.
Com os melhores cumprimentos, A.
Não é verdade que a homossexualidade nasce com a pessoa....
EliminarA.
ResponderEliminarMeus senhores, se tudo o que esta senhora está a defender aqui está errado , então vamos educar os nosso filhos pregando que a homosexualidade é natural, que nada de mal têm, vamos ser todos homosexuais .
ResponderEliminar:) nem mais
EliminarA homosexualidade é natural, e nada de mal têm. Tal como a raça negra não era visto como natural, tal como as mulheres poderem votar não era visto como natural, no inicio, havia opiniões como a sua, até que a sociedade se mentalizou que é efectivamente normal, e se deixou de falar no assunto.
EliminarEm que é que ser normal tem a ver com a obrigatoriedade de todos nos comportarmos como tal?
Eu sou hetero, simplesmente porque me excito e apenas me atraem mulheres do sexo oposto. Se o Andre se sentisse atraido por homens, é perfeitamente normal. é assim que as coisas devem ser.
Seguindo o seu raciocinio, quando se declarou a igualdade de raças, era porque toda a gente deveria ser preto. pois, mas isso não é posssivel. nasce-se como se nasce. tal como com a sexualidade.
Cumprimentos
JR
Mas esta gente toda gostava de ter pais pane.. maricas!?
ResponderEliminarO meu pai é 'paneleiro', e não tenho problema nenhum com isso. Não tenho ressentimentos em relação ao meu pai, não fui violada por ele, não senti que tivesse uma infância incompleta de forma alguma.
EliminarSó tenho pena de o meu pai ter saido do armário depois de 6 anos de casamento com a minha mãe (fruto do medo que ele tinha de se assumir). Ter de passar pelo divórcio dos meus pais foi algo bem mais traumatizante do que saber que tenho um pai 'maricas' (isso não foi traumatizante de maneira nenhuma)
Tanta bala desperdiçada nas guerras! Bastava uma certeira!
ResponderEliminarCara jornalista. A mim ainda não me convenceram que a sociedade está preparada para aceitar a adopção de crianças por casais homossexuais.
ResponderEliminarTemo pelas crianças. Todos nós somos um pouco das pessoas que nos educam e só a partir dos 13 ou 14 anos nos começamos a "auto-educar" e a absorver os exemplos do exterior para escolhermos o nosso caminho.
Na minha opinião, o problema está na formação que é dada aos colegas de escola, muitos pais não toleram a diferença e se já chamam "caixa de óculos" a professores imagine o que chamatão a estas crianças e seus pais adoptivos.
Deveria ter sido feito um referendo... mas isso custa dinheiro. Aliás o dinheiro está sempre por detrás de tudo. Por exemplo, a direita votava (como cordeiros que seguem o pastor) sempre contra estas propostas de lei e agora para “aliviar” as instituições deu liberdade de voto. Enfim...
Não conheço o seu trabalho. No entanto, acho que um jornalista tem que ter sentido de responsabilidade. Acho que tem direito a ter opinião mas esta poderia ser mais valorizada se apresentasse argumentos menos ofensivos.
Cumprimentos
Vou-me abster de comentar o conteúdo da sua mensagem mas antes a forma como a tenta defender:
ResponderEliminar1- O objectivo desta lei é mesmo proteger a criança, pois se um dos "pais" morrer essa criança não tem direito a nada nem está protegida. (era o mesmo problema que havia antes do casamento homossexual, com múltiplas historias destas em hospitais, em que depois de décadas de uma vida a 2 quando um deles morria tudo o que era de ambos ia para a família deste mais próxima e não do companheiro, ou então arrastava-se no tribunal, deixando sempre o outro sem nada)
2- Caso não saiba existem relações Homossexuais na Natureza, consideradas normais, com anos e documentadas (eu sei isto e nem sou biólogo...)
3- Na natureza as crias são maioritariamente criadas só por um dos progenitores , ou "abandonadas" mal nascem para sobreviverem sozinhas, ou, e pasme-se, até comem um dos progenitores, isto dependendo da espécie animal que falamos, claro. Na maior parte do casos o macho também tem várias fêmeas e não cuida dos filhos. Por favor ao menos escolha uma espécie animal para continuarmos a discussão.
4- Existem pessoas educadas, formadas, casadas e com filhos que foram criadas por famílias homossexuais, tendo uma vida perfeitamente normal.
5- Numa instituição é impossível receber o mesmo nível de atenção que numa família normal pois se não estou em erro o mínimo é um empregado para cada 5 crianças (e apenas 8h por dia).
6- Homossexual não é sinónimo de pedófilo ou tarado sexual.
Isto que acabei de referir não são argumentos de "ses", "mas", ou "talvez", mas factos, e apesar do seu texto representar a sua opinião assusta-me pensar que os argumentos que usa para defende-la não têm o mínimo de investigação por traz que a sustente e divulga argumentos extremamente frágeis como verdades absolutas, o que se torna especialmente grave quando a Sra. é jornalista e isso é parte da sua formação.
Já agora, sou heterossexual, e não concordo com a sua opinião, e honestamente duvido que outras pessoas que tenham opinião contrária à minha, usem o seu texto como exemplo se quiserem manter o mínimo de credibilidade na discussão sobre este assunto.
Cumprimentos
David
Não há relações homossexuais normais... a normalidade é estabelecida pela lei da natureza, o ser biólogo ou não não é relevante para este caso, porque obviamente se a homossexualidade fosse uma regra da natureza ela teria orgãos adequados para o efeito e geraria vida.
EliminarVcs sao claramente uns anormais. O texto tem comparações ridículas e sem fundamento, além duma carga de preconceito gigante! Espero que tenham crescido sem ser seduzidos pelos vossos pais, é o que parece!
ResponderEliminarTenho pena que tenha nascido cheia de amónio na cabeça.
ResponderEliminarRespeito a sua opinião, mas há baboseiras que deviam ficar só para si.
Como disse no meu facebook em relação a este artigo...
"Há pessoas que invés de criarem blogues deviam era mas é fazer um buraco e esconderem-se lá dentro, mas atenção, avisem-me primeiro que é para colocarmos todos uma boa camada de cimento, sim que o alcatrão está caro. "
Fique bem.
Todo o seu comentário, acerca da co-adopção por parte dos casais homossexuais é um comentário homofóbico( desculpe mas é apenas uma constatação de um facto. Numa instituição portuguesa as crianças nunca conseguem receber o amor que podiam receber se tivessem num seio familiar, por melhor que seja a instituição, eu sei bem como é essa realidade, por outro lado seria ignorante da parte dos portugueses se pensasse-mos que todas as instituições são óptimas, quantas vezes aparecem casos de crianças maltratadas, violadas,etc em instituições, são imensos. Uma coisa que as famílias heterossexuais são iguais as famílias homossexuais, é a sua forma de educar e de dar amor a uma criança, o pensamento de que uma criança com dois pais ou duas mães irá ser violada ou maltratada, nem seduzida pelos pais adoptivos, sim porque eu fico mais espantado como pais biológicos conseguem violar os filhos, casos como esse vemos diariamente nas notícias, o que não vemos nas notícias são esses acontecimentos em casais homossexuais.
ResponderEliminarOutro assunto que podia surgir e que também é de profunda ignorância, mas que esclareço neste momento, é que um filho toma as suas decisões e não é por estar num seio de uma família homossexual que irá ser homossexual, não, não são os pais que nos influenciam nas nossas decisões, mas são as nossas vivências, que fazem o que nós somos, e nenhum casal ira influenciar o seu filho, sim porque a partir de um momento que um casal quer adoptar e dar todo o seu amor, a essa criança, essa criança passa a ser seu filho, filho que eles escolheram ter e que pretendem cuidar com todo o seu amor e que o farão, porque são seres humanos e não bichos, como certos heterossexuais, que pelas suas ações me fazem pensar se serão mesmo humanos.
por outro lado eu saio com esta questão, uma família são apenas géneros, ou são duas pessoas, que cuidam, tratam, dão carinho e uma educação e nos preparam para sermos pessoas cívicas, para podermos enfrentar todo o mundo lá fora, deixando-nos com recordações de uma educação plena!
Cara Maria, permita-me algumas considerações sobre a quantidade de bosta que deixou escapar pelos seus dedos quando publicou este artigo:
ResponderEliminar1. Sendo "uma das mais fervorosas apoiante da Direita portuguesa", e defendendo afincadamente instituições que são, regra geral, de origem religiosa, permita-me que lhe peça a opinião sobre os repetidos e recorrentes casos de pedofilia dentro da igreja católica. Como jornalista deverá certamente conhecer bastantes casos do género, em Portugal e lá fora. Isso não a incomoda também? Ou a sua indignação só tem como alvo os gays e o seu direito à igualdade?
2. É disto que faz um bicho de 7 cabeças? A mim fez-me ver que ainda há esperança na humanidade: https://www.youtube.com/watch?v=swydN4imA8g
3. Experimente sair da casca e descer ao mundo real. Por muitas e variadas razões já vi casos gravíssimos em famílias heterossexuais, e conheço casos de adopção homossexual perfeitamente ajustados à sociedade. Já se deu ao trabalho de investigar tudo isto? Afinal de contas, a Maria diz-se jornalista...
4. Por fim deixe-me tentar explicar-lhe uma coisa mais uma vez, porque pelos vistos ainda não percebeu pelos comentários anteriores: o amor de pai ou de mãe não tem sexo. Não tem orientação. Um pai ou mãe, sejam biológicos, adoptivos, hetero ou gays de tudo farão para dar o melhor aos filhos que amam. Se ler sobre o assunto (coisa que deveria fazer, para bem do mundo em que vivemos), verá que os filhos de casais gays são perfeitamente integrados e ajustados na sociedade. Mais: são criados com uma mente mais aberta, coisa que a senhora não tem e que tanta falta faz no mundo em que vivemos. A sociedade não precisa de opiniões como a sua. Ou de pessoas assim. Se um dia um filho seu se assumir como gay, vai continuar com a sua opinião vendo-o a sofrer porque não pode ter uma família com a pessoa que ama? A sua falta de empatia é assustadora.
Caríssima, respeito a sua opinião, contudo, não concordo.
ResponderEliminarPeca sobretudo pelo argumento de que a homossexualidade não gera vida. Ora o casamento em si, ou as relações em si, não são direccionadas à procriação. Como bem sabe, e até deve conhecer casos assim, existem inúmeros casais casados que não querem ter filhos, serão menos casais por isso? Serão menos pessoas por isso? Querer ter filhos ou não, é uma decisão de cada um. Logo o facto de a homossexualidade não gerar vida é um falso argumento.
A senhora acha que o facto de uma relação gay não gerar vida é a natureza tacitamente ( ou expressamente, para si) a dizer que a homossexualidade é contra natura? Não me parece. Ou também me dirá que uma criança ter um cancro e morrer dele é a natureza a dizer-lhe que ela devia morrer? Também não me parece.
O facto de dizer que a homossexualidade é um distúrbio ou algo que corre mal no processo de criação da personalidade/sexualidade, porque senão, a natureza teria "adequado" os órgãos sexuais para a procriação não faz qualquer sentido, senão nem sequer havia homossexualidade, pense nisso.
Enfim, todo o seu discurso me deixa perplexa. Você conhece homossexuais? Já conviveu com algum? Eu percebo que haja casos mediáticos que a levem a ligar a pedofilia com a homossexualidade, mas isso é completamente disparatado. Não conhece casos de pais hetero que violam filhas? Esse argumento é completamente perverso da sua parte. A sua ideia da homossexualidade é perversa, doentia, monstruosa. Não acredito que em pleno século XXI exista pessoas a pensar dessa forma, eu já tive conversas interessantes com pessoas contra o casamento homossexual e adopção em que me mostraram argumentos plausíveis, ainda que não concorde, mas estruturados. Agora esse não tem pés nem cabeça, é absoluta ignorância.
Tenho pena que existam mais pessoas que pensem como a senhora, mas como já aqui foi dito, a evolução pode demorar, mas faz-se sempre em sentido único.
Os melhores cumprimentos.
No sentido único? O do Abismo?
EliminarQue opinião aberrante. Digna de pena.
ResponderEliminarBem,
ResponderEliminaré com tristeza que leio uma comparação entre duas coisas que visam o bem-estar de crianças que por um ou outro motivo não podem viver com os pais biológicos/família biológica no sentido de uma ser incomparável à outra de tão melhor que é, como se aquela que é degredida fosse prejudicial ou até mesmo maldosa no desempenho que se pretende dela.
Parece-me que a adoção não se foca no facto de se encontrar pais substitutos para determinada criança no sentido de lhe dar uns novos pais biológicos, mas sim no facto de dar a essa criança a possibilidade de ter acesso à imagem de um pai ou de uma mãe, não fisicamente, mas sim emocionalmente, de sentir a presença de um desses e poder, assim, ter acesso à tão única que é a relação pai-filho(a), mãe-filho(a). Com clareza se compreende que ter pais de sexos diferentes não é igual a ter-se "pais" do mesmo sexo, mas, a mim, quer-me parecer que estamos demasiado focados e presos no significado do vocábulo "pais", pelo que, naturalmente, é difícil aceitarmos que haja a possibilidade de um novo significado para ele.
Uma criança consegue viver numa instituição e crescer da melhor forma sem ter os pais. Isso acontece porque as necessidades (de qualquer carácter) da mesma foram saciadas, ou correspondidas da melhor forma, tal como os pais devem fazer. Porque não são dois homens ou duas mulheres capazes de ter, assumir e corresponder às necessidades de uma criança? Não lhe obriguem a chamar-lhes pais, ou mães, sintam a obrigatoriedade de lhes ensinar que são uma imagem disso, e, como tal, têm a função, logo após terem adotado, de cumprir com o compromisso daquilo que representam mas não são.
Além do mais, há casos de violações, seduções e maus-tratos em instituições, pelo que não é por aí que se destacam estas em comparação à adoção por pessoas do mesmo sexo.
Quanto ao último argumento, chamá-lo-emos assim compreendendo que deveria ser essa a sua função, fico sem perceber a lógica dele. Seduzem os homossexuais que adotam os seus filhos? Ou correm as crianças risco disso? Como assim? Nas instituições compreendo, visto que já existem casos noticiados, mas não vejo o porque desse risco na adolescência...
Se fosse para focar o aspeto que alguns defendem de que as crianças poderão vir a desenvolver uma personalidade homossexual, parece-me totalmente refutável visto que, a maioria dos homossexuais provavelmente foi criado por pais de sexos distintos e não foi por isso que se sentiu seduzido (como se fosse a homossexualidade uma questão assim tão influenciável) a ser heterossexual. Digo eu, mas relembro que não entendi essa última frase.
A ideia de adoção não é assim tão restrita como quer parecer à sociedade, nem pode ser, porque se o que se querem é pais biológicos e realmente algo que seja tal como eles, então a adoção torna-se impossível e deixa de ser viável. Uma criança que é adotada ganha novos "pais", não recebe os que tinha.
Espero não ter ofendido ninguém e ter sido esclarecedor quanto ao meu ponto de vista.
Sou uma mulher heterossexual e nunca fui seduzida pelo meu pai. Se tivesse duas mães, será que correria um risco maior?
ResponderEliminarcomo assim a senhora considera-se jornalista? com textos destes que de sentido têm muito pouco e de pesquisa ainda menos acho que jornalista é a palavra menos adequada. ignorante talvez seja melhor.
ResponderEliminarEm primeiro lugar, até à data, em todos os países em que a adoção por parte de LGBT já é legal não está registado qualquer efeito negativo no desenvolvimento das crianças por estarem nesse tipo de lares. A dita perda de um modelo masculino ou feminino, dependendo do caso, é colmatada pelos meios sociais à volta da criança, desde a escola, ao tio, à televisão, etc.
Em segundo, a disfuncionalidade de uma família pode acontecer em qualquer caso, e se formos por banir qualquer coisa que não seja uma mãe e um pai, iríamos estar a eliminar pais/mães solteiros, viúvos, divorciados, etc - que podem estar a fazer um trabalho tão bom ou melhor que muitos outros casais heterossexuais.
Já a instituições que tanto louva e desmistifica (e que acho muito bem que o faça, já que muitas pessoas de grande competência e coração de certo se esforço por dar um bom crescimento às crianças lá inseridas), podem ser muito competentes, mas não poderão dar a atenção que um núcleo familiar dá a uma criança. Não quero dizer que a criança não possa crescer feliz e forte lá, mas pelo seu raciocínio anti-lgbt obviamente que não são uma opção viável visto que não são pai e mãe e em vez de se concentrarem numa criança cada agente social tem um número de crianças pelo qual flutua sem se poder focar em cada como uma mãe e um pai (ou duas mães e dois pais, ou só uma mãe, ou só um pai) podem.
Mas para que conste, molestação e abusos acontecem em qualquer lugar, incluindo instituições e incluindo agregados familiares adotivos e biológicos. A sociedade deve estar atenta a isso, mas eliminar por "cortar o mal pela raíz" seria ridículo e implicaria qualquer coisa perto de um big brother. Além disso, homosexualidade é muito diferente de pedofilia - pedofilia é um disturbio sexual que em nada tem a ver com a orientação sexual de cada um.
Aquilo que está em causa quando se fala de família é amor, apoio, segurança e carinho. E por muito biológicas e heterosexuais que sejam, muitas famílias têm falta disso - a senhora vai investigar cada uma delas e averiguar se têm capacidades para terem filhos, tb? o resto do mundo agradecia a sua disponibilidade!
Deixe-se lá de merdas de ter medo de tudo o que seja minimamente diferente. A evolução existe pela mudança, e não pela estagnação. Um mundo de diversidade e inclusão é um mundo muito mais rico.
E, apesar de haver mil e uma coisas que ainda gostaria de lhe dizer acerca deste assunto, tenho mais que fazer da minha vida do que estar aqui a comentar mesquinhices destas. fiquemo-nos por isto.
Cumprimentos.
P.S.: Há sempre cursos e palestras acerca de jornalismo que a senhora poderia frequentar em busca de uma melhor adequação àquilo que assume ser.
A ignorância é algo que me tira do sério. Neste momento, os meus pelinhos estão em pé de ler tamanha estupidez. Uma criança precisa de valores. Uma criança precisa de afectos. Uma criança precisa de amor e muito, muito carinho. Como aquele que é dado por uns tios ou uns avós na ausência dos pais. Como aquele que é dado por alguém que tem muito amor para dar e não o pode fazer. Como aquele que é dado por duas pessoas, que se amam e querem complementar o seu amor, dando amor a uma criança. E esse amor é independente do sexo ou da cor de quem dá. Esse amor não é menos amor se for dado por dois homens e duas mulheres. Uma criança não fica mais ou menos estúpida, mais ou menos inteligente por ser criada por um casal de homossexuais. Pode é ficar menos inteligente e com menos valores, se for criada por pessoas que vêm os diferentes como uma aberração. Enfim.....
ResponderEliminarCara Maria Teixeira Alves,
ResponderEliminarA natureza não é homofóbica, antes pelo contrário, dado que com alguma pesquisa ou conhecimento saberá que são muitas as espécies de mamíferos que têm práticas homossexuais sem quaisquer implicações agressivas ou negligentes. A reprodução faz-se entre um macho e fêmea. Os afectos já não seguem a mesma obrigatoriedade.
Parece-me uma assumpção ridícula assumir que um pai ou mãe homossexual será negligente para um filho. Parece-me uma frase típica de homofóbicos. Ora para discutir esse assunto com cabeça há que ver as coisas de forma neutra. Numa boa educação ensinam-nos que uma resposta do tipo "porque não" ou "porque sim" não são respostas, porque não explicam nada.
Tem o direito a não permitir insultos, mas há muitas pessoas que vão querer fazê-lo prontamente, não tanto pelas suas ideias mas mais pela falta de explicação da sua origem, o que faz parecer que são opiniões frustradas despejadas num blog virtual.
O que é verdade é que muitas vezes nas instituições não existe um vínculo que na Psicologia é considerado crucial para o desenvolvimento afectivo e psicológico da criança, o que com uma família e um lar tradicional se torna muito mais possível. Isto admitindo que as condições em ambos os lados são boas. A dúvida no sucesso de um casal homossexual enquanto pais para uma criança reside na carência que pode existir de um modelo de comportamento do sexo oposto do casal aos pequenos.
"Seduzidos pelos pais"?... Parece-me mais um assunto freudiano para a própria do que uma possibilidade real. Loucos e desequilibrados, há muitos, para qualquer que seja a orientação sexual. Uma coisa é certa, devia dar-se um voto de confiança em pais saudáveis que querem adoptar, e não o contrário, só porque sim.
Era uma piada, porque na verdade a homofobia (para além de encerrar um erro etimológico) não existe.... foi criada para pressionar quem é contra a afirmação da homossexualidade com terceiro sexo.
EliminarConcluo portanto que não conhece as instituições de que fala. Perca uns dias valentes a visitar algumas, de surpresa. Mais ainda, dedique alguns dias a conhecer crianças institucionalizadas, nas escolas que frequentam, longe da instituição, das pessoas da instituição e próximos dos colegas que vivem em famílias normais. Go all the way e dedique-se a observar a forma como crianças institucionalizadas são tratadas pelos funcionários das escolas que frequentam (por comparação à forma como são tratadas as outras crianças).
ResponderEliminarJá agora, muna-se de um ansiolítico para a noite e de tinta preta, para pintar a cara de vergonha de si mesma.
Passe bem
clap, clap, clap, clap, clap, clap, clap, clap, ... Nem mais! Bravo!
EliminarCada um é dono daquilo que é seu. Nada a opor, mas para chamarem "casamento" à união de duas pessoas do mesmo sexo, terão, primeiro, que emendar o dicionário.
ResponderEliminarDepois apareceu a adopção e o facto de ter sido aprovada na AR, há quem afirme que é ilegal e ainda não há a garantia de ser promulgada. Será que o Presidente da República vai usar o veto ? Veremos.
Não adiantam nada manter esta guerra porque a batalha ainda não terminou e quem decide em definitivo não são estes "lutadores". Os outros são os que levaram Portugal à desgraça em que se encontra...
"Pelo menos nas instituições não correm o risco de chegarem a adolescência e serem seduzidos pelos pais."
ResponderEliminarA sério, explique-me este "argumento" como se eu tivesse cinco anos. Não percebi.
O seu patente desprezo pelos meus comentários devem lisonjear-me... ou preocupar-me?! É que mesmo com moderação dos comentários estranho que se escuse de os comentar mesmo publicando os mesmos. Será que os entende? É que se estou a perder tempo gostaria de saber...
ResponderEliminarMiguel eu já disse tudo o que tinha a dizer sobre esta matéria. Tudo farei sempre para dar voz aos lúcidos que pensam como eu (que são muitos, são a maioria do mundo, arriscaria eu a dizer, basta ver o que se passou em França) .
EliminarSou contra o casamento gay e sou absolutamente contra a adopção de crianças por pares de homossexuais.
Depois de ler todos os comentários que deixam aqui, ainda me dá mais pena e me assusta que estas pessoas possam algum dia ter poder neste mundo.
A mim não me calam com chavões e conceitos criados para intimidar como a homobofia (um erro etimológico, by the way).
Deixo aqui a frase da Raquel Abecasis (jornalista e lucida como eu) que resume tudo o que tenho escrito aqui e ali sobre este tema. Sobretudo sobre o que algumas pessoas de direita fizeram e que eu espero que seja corrigido pelo PR.
"Dir-se-á que a culpa é da qualidade dos políticos que temos, mas realmente a culpa é de todos os que, sabendo que estamos a trilhar um caminho errado, preferem não se envolver em discussões incómodas com medo das consequências e assim se vão perdendo as certezas e as convicções".
Creio que é senso comum, mas a capacidade de se ser pai (entenda-se pai ou mãe) e educar uma criança é independente do género, credo, cor, classe, estado, orientação política ou orientação sexual. Tenho vários amigos e familiares homossexuais que seriam pais mais aptos e dedicados do que muitos heterossexuais que conheço. Não existe apenas amor romântico ou sexual (que tenha que ser expressado fisicamente), existe amor… pela família, pelos amigos, pelos filhos. Nem toda a gente nasce para ser pai, uma das muitas razões haver tantas crianças para adopção (geradas por casais heterossexuais). Nos dias de hoje não existe apenas um modelo de família único (há já várias décadas que não existe), o importante é que os valores prevaleçam na construção duma família e na educação de uma criança.
ResponderEliminarA visão que apresenta parece-me limitada, mas que seja contra o casamento homossexual e contra adopção de crianças por casais homossexuais não o vou discutir mais, são opiniões e expressei a minha. O que me parece chocante e de uma profunda ignorância é a afirmação subliminar de que as crianças correm o risco de ser “assediadas” por terem pais homossexuais. Como é possível que se possa comparar homossexualidade com pedofilia? Na grande parte das vezes, as crianças alvo de pedofilia são atacadas pelos próprios pais ou familiares (tanto masculino como feminino, embora este menos referido) ou nas próprias instituições que as acolhem (casos bem conhecidos no nosso país). Como é que uma pessoa relativamente nova, jornalista, formada em sociologia apresenta tamanha tacanhez? Comparar orientação sexual a um desvio grave…
Tenho noção de que muito do que escreve é para provocar reacções e não me parece que seja propriamente a pessoa mais preconceituosa mas considero que revela uma profunda ignorância que roça a imbecilidade.
Relativamente ao casamento entre pessoas do mesmo sexo, mas porque diabo se preocupa tanto com a vida dos outros e com o que fazem ou deixam de fazer? Quanto à adopção, com argumentos deste calibre (“nas instituições não correm o risco de chegarem a adolescência e serem seduzidos pelos pais”???), já percebo porque nunca tinha ouvido falar de si…. Se está preocupada com o abuso sexual de menores talvez fosse um bocadinho mais sério olhar para outras instituições.
ResponderEliminarSe fosse mais culta e interessada tinha pesquisado artigos científicos sobre o assunto, e não se punha a opinar como quem claramente percebe 0 do assunto
ResponderEliminar
ResponderEliminarMaria, perante argumentos tao aberrantes e surrealistas, nem me vou dar ao trabalho de tecer qualquer discussão consigo. Apenas lhe quero dizer o seguinte: entendia, e ainda entendo, que "Família"é homem e mulher e filhos. Mais tarde, a vida e a experiência mostraram-me que, no que diz respeito a menores que estejam em Lares, em pessoas abandonadas, em gente sem ninguém...só o afecto, o carinho, o amor conta.
Onde há amor, há sacramento.
Onde há sacramento, há salvação.
Não se distraia com loucuras, porque se tiver filhos, os seus filhos quando mais velhos lerem estas suas afirmações, vou ter o maior desgosto e desilusão sobre a mãe.
"Pelo menos nas instituições não correm o risco de chegarem a adolescência e serem seduzidos pelos pais."
ResponderEliminarTem toda a razão. Nunca ouvi nenhum caso de pais (heterossexuais) que violam filhas ou filhos.....
Acho muito engraçado que estes senhores andem para aqui o tempo todo a falar de existirem pais que violam filhas e filhos, isso parece-vos possível acontecer, mas quando se trata da possibilidade de isso acontecer em homossexuais ficam muito ofendidos. No mínimo suspeita essa vossa reacção histérica à possibilidade de isso acontecer dentro do vosso sector.
EliminarBoa tarde,
ResponderEliminarEm primeiro lugar, tenho algumas questões para lhe colocar:
Segundo a suas premissas de que a) uma instituição é melhor do que uma família não convencional; e que b) uma criança precisa sempre de um "pai" e de uma "mãe", qual é a sua posição em relação a famílias monoparentais? A mãe morre, o pai fica viúvo, a criança deverá ser-lhe retirada porque um "bebé precisa de uma mãe"? E o inverso?
E se um dos pais se vai embora? Força-o a ficar e a desempenhar o papel que a natureza lhe impôs? Ou arranja-se sempre um pai ou mãe subsituto, porque a criança precisa dos dois? Ou vai, de novo, retirar a criança ao progenitor que fica e entregá-lo a uma família "normal"?
E se o critério de ter ou não ter crianças deve ser só deixado à Natureza, então os casais heterossexuais que sejam inférteis também não devem poder adoptar, certo?
A Natureza é a primeira a mostrar que o género e o número dos progenitores não é o mais importante (Confie em mim, eu sou Bióloga). Muito mais relevante é a capacidade de educar e cuidar das crianças.
Uma criança precisa de afecto, de atenção e de amor e isso terá sempre, indiscutivelmente, em maior quantidade e com melhor qualidade numa família do que numa instituição. Julgar a capacidade de amar e educar com base exclusivamente na orientação sexual de alguém é um sinal claro de homofobia e ignorância.
Há muitos anos atrás, deus inventou a ciência, e foi nessa altura que lhe deu (ao método que foi sendo maturado pela sociedade) o direito, o maior direito, de responder a estas questões sem estar preso a opiniões e viéses. Curiosamente, em vez de argumentarmos com base em factos, muitas vezes argumentamos sobre o sentimentos (uma qualquer forma de distorção cognitiva que esse mesmo produto divino que é a ciência explicou). Até fazemos ciência enviesada veja-se lá.
ResponderEliminarO uso de argumentos válidos - como a contextualização ciêntifica destes tópicos recorrendo a, vá, quem sabe - talvez assuma particular relevância nestas discussões. (Ou então podemos continuar só a discutir opiniões baseadas nos preconceitos individuais, não sei, afinal para tantas mentes o Sol ainda gira a volta da Terra, certo?)
Só uma coisa, da parte de um rapaz de dezasseis anos que estava a considerar ser um seu colega de profissão e, após vê-la "defender" as suas opiniões da forma que defende, desistiu completamente da ideia: é coadoção. Nestes casos, assumir-se-ia apenas a legalização de uma situação já existente, penso eu. As crianças não estão em instituições quando isto ocorre; e, bom, se não querem que o Sérgio e o Paulo, a quem já estão mais que habituadas, não sejam os pais delas, eu também nunca quis muito que o João e a Alexandra fossem meus pais. Nem comer sopa, já agora. Obrigado.
ResponderEliminar- Afonso
Boa tarde Maria Teixeira Alves.
ResponderEliminarDepois de ler a sua opinião, resolvi que não quero passar sem deixar a minha.
Em primeiro lugar, e como estudante do curso de Direito, discordo totalmente do que referiu no seu post.
Apesar de achar que as intituições que existem actualmente em Portugal querem e procuram acima de tudo o bem-estar geral e satisfazer todas as necessidades das crianças que acolhem, infelizmente é impossível que cada auxiliar/educadora ou como lhe quiser chamar dê a mesma atenção que um pai/mãe quando tem à sua "responsabilidade" um elevado número de crianças e/ou adolescentes.
É certo que não se pergunta à criança se prefere ser adoptada (e "ganhar" uma família que a está diposta a ajudar) ou se prefere permanecer na instituição que a acolheu, mas isso acontece para casais de homossexuais ou para casais de heterossexuais.
Em segundo lugar, é preferível uma criança ser adoptada por um casal de homossexuais e que estes se preocupam em dar-lher amor, carinho, educação, valores morais e todos os bens essenciais de que necessitam para viver e crescer de forma saudável do que estarem numa instituição onde têm de partilhar a sua "mãe" com os restantes meninos e meninas que também foram acolhidos.
Sabe ao ler o seu texto perguntei-me se teria filhos e, se sim, o que faria se algum deles lhe dissesse que seria homossexual e que gostaria de adoptar uma criança.
Perguntei-me igualmente que tipo de educação recebeu e que valores é que lhe foram transmitidos pelos seus pais.
Outra coisa, sabe em que consiste o princípio da igualdade?
É com tristeza que, depois de ler o seu texto na íntegra, chego à conclusão que Portugal não precisa de mudar de políticos, o que é estritamente necessário é mudar a mentalidade do povo.
Com os melhores cumprimentos,
Natacha Esteves
tenho muita pena que pense isso. uma criança merece ser amada.
ResponderEliminarexistem tantas famílias monoparentais, famílias cujas crianças são criadas por uma avó e mãe, ou pai e tio, ou avô e tio, e que são perfeitamente felizes e saudáveis.
é o caráter de cada pessoa que a torna adequada ou não a ser pai/mãe. a homossexualidade em nada interfere nos valores de uma pessoa. aliás, quando muito confere-lhe mais capacidade de aceitação e respeito pela diversidade.
lá por muita gente pensar assim não significa que esteja certa. pare de odiar e pense, por um momento, nas crianças que merecem ser amadas por um pai e mãe, ou só pai, ou só mãe, ou 2 pais, ou 2 mães. elas não se vão tornar aberrações, ou pedófilas, ou criminosos, ou inadaptados. vão crescer e aprender a lidar com o Mundo e saber sempre terão um porto seguro em casa, com 1 ou 2 pessoas. e se este for em nada parecido com a família biológica, pois então que não o seja. as crianças querem é ser amadas e protegidas, não "degredadas" em instituições onde nunca saberão o que é ter alguém que os ama.
Eu estou certa, e não tenho ódio nenhum. Isso não é verdade. :)
EliminarOlhe para sua informação não me importaria minimamente em ter dois pais ou duas mães, falo como uma adolescente de 17 anos com plena consciência dos comentários que muitos outros possam fazer, educados por pais como você, coisa que, ai sim, teria um desgosto enorme de ter de chamar "mãe". Para sua informação, nunca conheci preconceito de qualquer tipo até ao ensino básico, altura em que crianças passam a verbalizar aquilo que lhes é ensinado em casa. E, até hoje, me surpreendo com opiniões como a sua que luto todos os dias para tentar mudar, infelizmente, até o Hitler morreu a pensar que tinha razão. Tenho pena de pessoas como você que desperdiçam palavras a tentar espalhar ódio e preconceito provenientes de opiniões mal informadas. Existem pessoas de todo o tipo, independente da sua orientação sexual, raça, religião, etc. Devia ter vergonha de estar no lado "mau" da equação.
ResponderEliminarEstive seriamente para não me dar ao trabalho de comentar este post, mas depois lembrei-me de um documentário que vi uma vez na discovery channel que poderá iluminá-la relativamente à parte em que por entre linhas afirma que um casal homossexual quererá adoptar uma criança como display. No dito documentário uma mãe macaca morreu e deixou o seu filho órfão, (caso não saiba existe também a homossexualidade nos animais), um "casal" de macacos (machos) adotou a cria e fez os possíveis para a alimentar e acarinhar (porque se ver documentários que envolvam as vária espécies de macacos vê que eles também dão carinho ás suas crias. tal e qual como os humanos. A cria cresceu bem desenvolvida e gostou das fêmeas enquanto adulta.
ResponderEliminarAgora avancemos para os humanos, sou bissexual e não tenho vergonha de o admitir, não me apaixono só por homens ou só por mulheres, apaixono-me por pessoas, mas estou casada com um homem e infelizmente sou infértil, mas tal como estou casada com um homem também poderia estar casada com uma mulher e da mesma forma que fico extremamente infeliz por não ter filhos agora, também ficaria se fosse casada com uma mulher e gostaria de poder adoptar e vejo o meu marido que é ainda mais infeliz com esse facto e sei que se eu alguma vez tivesse um filho ele era capaz de o amar tanto ou mais do que eu mesmo que fosse um filho adoptado.
Agora pode dizer que somos um casal hétero e como tal não existiria problema, mas, há sempre um mas, imagine que por alguma razão depois de termos adotado uma criança acontecia algo com o meu marido e eu casava uma mulher? Acredite, a criança seria igualmente amada e iria crescer sabendo que existem pessoas que respeitam, pessoas com compaixão, pessoas que defendem a individualidade de cada um e cresceria bem educada e com bons valores. O mesmo posso afirmar em relação a vários amigos meus que são homossexuais e que têm relações estáveis e que antes desta medida ter sido aceite eram completamente infelizes porque queriam ter um filho para amar e criar e não podiam e que garanto hoje em dia são melhores pais do que muitos casais hétero. O meu afilhado tem agora 12 anos, está com um casal homossexual há 5 anos e é a criança mais normal que pode existir, há uma semana atrás disse que gostava de uma rapariga da escola, não é descriminado e não tem problemas em dizer, tenho dois pais homens e diz que não os trocaria por nada, é uma criança feliz e completa, é uma criança amada e bem educada.
Por isso abra um pouco a sua mente e apesar de achar que sim, deve ser livre de expressar a sua opinião, não guarde tanto ódio dentro de si e seja capaz de ver mais além, ser mais empática e colocar-se no lugar dos outros.
Nem tudo é preto no branco e acredite que se continuar assim, o karma é "lixado" e quando der por ela pode estar bem no seu encalço.
Cumprimentos