quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Os portugueses vivem com o FMI como se ele cá não estivesse

Não páro de ler indignações às propostas do FMI para cortar 4 mil milhões na despesa pública. Mas as pessoas estavam à espera do quê? Portugal é um país intervencionado pelo FMI que vive como se o FMI cá não estivesse. Só vejo insultos ao Governo e à austeridade, que comparando com o que o que o FMI quer e é necessário, é ainda bastante light. Mas a instabilidade política só vai agravar a situação e precipitar a entrada nessa "noite escura". 


Portugal vai ter de mudar o Estado Social e a Constituição que o suporta, disso não há dúvida e quem se opuser terá de assumir a responsabilidade pelas consequências disto. Apesar de evidentemente me assustar com algumas das propostas do FMI, não posso deixar de concordar com isto: 


conceptualmente, não existe razão para os funcionários públicos terem uma semana laboral mais curta que a maioria dos trabalhadores do sector privado” e que como tal o número de horas de trabalho no sector público “deve ser colocado em linha com o praticado no sector privado”.


O FMI defende assim que os funcionários públicos deixem de trabalhar 35 horas semanais e passem a trabalhar 40 horas semanais.

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