quarta-feira, 13 de junho de 2012

Think outside standards

Será este filme sobre o vazio e a futilidade das pessoas cosmopolitas (sobretudo da vida nas grandes cidades norte-americanas)? Será uma sátira ao capitalismo, numa visão michael mooriana da Financial District Nova iorquina? Será uma comédia negra sobre a vida contemporânea, os seus valores e hábitos? Será uma comédia sobre a crise financeira? Será uma crítica aos visionários que não previram a crise financeira e a crise de dívida soberana? Seja lá o que for, Cronenberg não conseguiu mais do que fazer um filme absolutamente pretensioso, sem qualquer profundidade, nem densidade humana. 


Para além de algumas frases bonitas e interessantes, que se poderiam ler no rodapé de um jornal, não há ali mais nada de interessante, o filme é tão vazio como a sociedade que critica.


Passo a citar algumas frases interessantes a reter nos diálogos do filme: "O impulso destrutivo é também um impulso criativo"; "o génio altera as condições do seu meio"; e "don´t trust in standard models, think outside standards" (é preciso pensar fora dos padrões). 


 


 


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