Escrevi hoje no Diário Económico, num artigo com o título "Isabel dos Santos vai nomear administradores para a Zon", um parágrafo a reter para o futuro:
«Fusão com Sonaecom no horizonte
O investimento de Isabel dos Santos na operadora que tem a rede cabo é significativo. Cerca de 146 milhões de euros entre os 36,2 milhões de euros pagos à Telefónica; os 21,7 milhões pagos à Cinveste e os 88 milhões a pagar pelos 10,96% que a CGD tinha na Zon (2,6 euros por acção). O que deixa antever que a fusão da Sonaecom com a Zon, poderá passar da cabeça dos analistas para o papel.
O Diário Económico sabe que quer a empresária angolana, quer a Sonae não põem de lado a hipótese de fusão. A ajudar está o facto de Isabel dos Santos já ter, desde 2011, uma parceria com a Sonae na área da distribuição (Continente) em Angola.
Se a fusão se concretizar, seria finalmente atingido o objectivo da Sonaecom de ter acesso à rede cabo. Não deixa de ser irónico que seis anos depois de uma OPA fracassada sobre a PT, e que forçou à separação da rede do cabo numa empresa independente, esta possa agora vir parar às mãos da Sonaecom. Mas uma eventual fusão terá de esperar pela concretização do negócio com a CGD, pelo reforço da administração e pela disponibilidade das partes. Pelo que nada se deverá passar até ao fim do ano.
Quem não adorará uma fusão entre a Sonaecom e Zon é a Portugal Telecom - cujo maior accionista é o BES, que é também accionista da Zon -, que tem um acordo com Isabel dos Santos, através da Unitel, para Angola. M.T.A.»
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