Li o Pacheco Pereira a comparar a prestação no campeonato europeu de futebol e a política interna e gostei do que li:
"É particularmente interessante ver como o comentário sobre a nossa participação futebolística no Euro 2012 é mimético da política. Mais do que mimético, é uma projecção da política nacional sobre a equipa, o treinador, os jogos, os jogadores. A equipa é como o governo para os seus defensores, modesta, esforçada, colectiva, capaz de surpreender quando a intelligentsia do contra, não dá nada por ele(a). Está a fazer uma “revolução tranquila”.
Os que a criticam são “treinadores de bancada”, essa figura típica do ódio nacional pela dissidência e da obsessão pelo “consenso”. Representam o pior do negativismo dos portugueses, estão ressabiados e gostariam de serem eles os treinadores. Para eles deve haver repúdio e a sombra da ignomínia e da traição à pátria. Se a equipa ganhar, cada vitória é vista como uma bofetada colectiva nos “descrentes”; quando perde, ou se salta com vigor para pisar os que estão em baixo, ou se desculpa tudo, porque os outros ainda foram piores e estes são apenas suficientes. E o suficiente é a nossa normalidade, quando não somos génios."
Muito bom!
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